Lixeira com depósito subterrâneo torna coleta mais eficaz

 

13/04/2012 19h18 - Atualizado em 13/04/2012 20h18

Lixeira com depósito subterrâneo torna coleta mais eficaz em Paulínia

Caminhão puxa contêiner com capacidade de armazenar 700 quilos de lixo.

Lixo orgânico e reciclável são levados em viagens separadas.

Do G1 SP

A cidade de Paulínia, localizada a 120 quilômetros da capital paulista, encontrou um jeito de economizar na coleta de lixo com um novo modelo de lixeira. Com cerca de um metro de altura, é bem mais espaçoso do que parece. Elas têm uma espécie de fundo falso. Tudo que é jogado vai parar dois metros abaixo do nível da calçada, em contêineres subterrâneos.  A ideia é que, nesses locais, as pessoas não coloquem mais sacos de lixo na calçada, onde eles podem ser levados pela água da chuva, por exemplo.

Se a lixeira fosse só do tamanho que se vê sobre a calçada, teria que ser limpa pelo menos duas vezes, todo dia. No container subterrâneo, a coleta é feita duas vezes por semana.

Para tirar o lixo, os coletores levantam a tampa, que é um pedaço da calçada. O caminhão puxa um contêiner que tem capacidade para armazenar 700 quilos de lixo. O orgânico e o reciclável são levados em viagens separadas. Depois que tudo é despejado, o recipiente volta para o lugar e os funcionários "fecham" a calçada.

“A cidade recebe os demais benefícios: na questão urbanística, na questão ambiental, a proteção que nós temos no nosso sistema de drenagem, de não ter o risco do lixo entupindo bueiro, entupindo rede de galeria. Não temos problemas com animais mexendo no lixo”, afirma Antonio Carlos Elias, secretário de Obras de Paulínia.

O que está no container orgânico é levado para o aterro sanitário de Paulínia. O reciclável vai para uma cooperativa da cidade. O diretor da cooperativa elogia a qualidade do material que vem das lixeiras subterrâneas, e diz que dá para reciclar praticamente tudo. “O que tinha anteriormente era uma média de rejeito de 15% do domiciliar em coleta normal. Com esse material, eu não chego a 2%, 3% de rejeito. A melhoria é extraordinária”, diz José Carlos da Silva, diretor-presidente da cooperativa Cooperlínia Ambiental do Brasil.

A lixeira subterrânea economiza não só espaço. Em um mês de experiência, o número de viagens dos caminhões de coleta caiu pela metade.

Fonte: globo.com G1

 

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