Artigo: A revolução da Internet das Coisas – Por Joelson Sell

Artigo: A revolução da Internet das Coisas – Por Joelson Sell

Publicado em 05/05/2017

Um dispositivo instalado no corpo do paciente é capaz de monitorar alterações de saúde e avisar automaticamente o médico. Um sensor consegue controlar a temperatura e a umidade do servidor de uma empresa e avisar o setor de manutenção sobre qualquer mudança que venha a comprometer a operação dos equipamentos. Uma roupa especial para a prática de esportes está apta a monitorar o desempenho do atleta, indicando velocidade, distância e localização do usuário. Essa rede de dispositivos conectados que se comunica de forma autônoma é conhecida como Internet das Coisas ou IoT (do inglês, Internet of Things).

Automação e eficiência aplicadas à rotina das pessoas, visando melhorar o desempenho pessoal e profissional, definem bem a função da IoT na sociedade atual. Há quem diga que a Internet das Coisas tem grande potencial para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas a aplicabilidade é diversa, podendo alcançar desde o setor de saúde, como o industrial e até mesmo contribuir com o trabalho dos notários e registradores. É uma área em constante expansão. Levantamento da consultoria IHS aponta que devemos atingir a marca de 75,4 bilhões de dispositivos conectados em 2025, contra 15,4 bilhões em 2015.

Mas junto com a proposta revolucionária, a IoT traz outros pontos sensíveis que precisam ser discutidos com atenção, como a evolução da internet e a criação de uma nova geração de IPs, além da segurança e a privacidade dos dados gerados. As perguntas mais recorrentes são: Quem terá acesso a essas informações? Como serão feitas as permissões de consulta? E ainda: a quem cabe a função de regular e regulamentar o uso da IoT? – um dos questionamentos que ganhou destaque recentemente, pois em dezembro de 2016, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) abriu consulta pública sobre o tema.

A intenção do governo é elaborar o Plano Nacional de Internet das Coisas e planejar ações e investimentos até 2022, incentivando o desenvolvimento tecnológico, a aplicabilidade no cotidiano da população, a geração de empregos e, consequentemente, a movimentação da economia nacional. Pesquisa realizada pela consultoria IDC Brasil ilustra essa intenção. Segundo o levantamento, os investimentos em projetos de inovação e transformação digital pela iniciativa privada devem ser retomados este ano. E a IoT é uma das principais ferramentas em destaque.

A certeza que se tem até o momento é que a Internet das Coisas está cada vez mais presente na vida das pessoas. E isso atinge também o trabalho dos notários e registradores, que precisam se adaptar a essas novas tecnologias – seja investindo em formas de armazenamento de dados ou no monitoramento dessas informações por dispositivos conectados e autômatos. Muito em breve um sistema utilizado por um Notário poderá se conectar com outro sistema utilizado por um registro de imóveis e será capaz de realizar pesquisas automáticas para obtenção dos dados do imóvel, certificação da propriedade e apuração da existência de ônus – tudo isso sem intervenção humana.

Todas as instituições, sejam grandes ou pequenas, que investirem desde já na incorporação de IoT em suas rotinas saem na frente e tendem a conquistar uma nova parcela de consumidores, formada por aqueles que buscam praticidade, baixo custo e informação especializada ao alcance de um clique
.

Joelson Sell é diretor de Canais e Negócios, graduado em Gestão Comercial e um dos fundadores da Escriba Informática.

Fonte: Colégio Notarial do Brasil

Notícias

Lei do Gás atrairá investidores

Extraído de Gás Brasil | 21/03/2011 | Regulamentação da Lei do Gás atrairá investidores Artigo de Márcio Monteiro Reis e Renato Otto Kloss. Após sucessivos adiamentos, foi editado no fim do ano, o Decreto federal 7.382/2010, que traz a regulamentação a Lei 11.909, mais conhecida como Lei do Gás,...

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...

Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação

Quinta-feira, 17 de março de 2011 Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação, decide Lewandowski O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu pedido de liminar apresentado por Wagner da Silva Guimarães, que pretendia assumir a cadeira do deputado federal Thiago...