Defensores públicos pedem mais recursos para ampliar atendimento

20/11/2015 - 10h20

Defensores públicos e deputados pedem mais recursos para ampliar atendimento

O funcionamento das defensorias por 24 horas foi tema de audiência pública na Câmara

Thyago Marcel/Câmara dos Deputados
Audiência Pública da Comissão de Legislação Participativa - Defensorias Públicas 24h - Deputado Chico Alencar (Psol-RJ)
Dep. Chico Alencar defende mais recursos financeiros e humanos para garantir bom funcionamento das defensorias

As defensorias públicas precisam de mais estrutura e pessoal para atender à população com qualidade. Essa foi a conclusão da audiência pública realizada, nesta quinta-feira (19), pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados para discutir o projeto (PLP 394/14) que prevê o funcionamento das defensorias 24 horas todos os dias da semana.

O autor da proposta, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), também concorda que faltam recursos para que as defensorias cumpram seu papel constitucional de defender os mais pobres. Segundo ele, a defensoria salva vidas e faz com que os outros órgãos do Estado cumpram seu dever de assistência social e de socorro. “O que falta é a dotação orçamentária mais adequada e isso a gente tem que batalhar", disse.

O defensor público federal Amadeu Alves de Carvalho Júnior, afirmou que é preciso aparelhar a defensoria pública para que o atendimento 24 horas seja implementado de forma segura, gradual e permanente. Ele acrescentou que é necessário um atendimento qualificado para que as demandas cheguem ao defensor de uma maneira que permita que ele dê mais agilidade à resolução das questões urgentes.

O defensor também lamenta a falta de infraestrutura atual. “A defensoria pública da União hoje está em apenas 74 municípios e não tem servidores, não tem carreira de apoio, conta com poucos defensores e isso dificulta muito a eficiência do atendimento em regime integral, em 24 horas", destacou.

A falta de um atendimento 24 horas por dia muitas vezes é a diferença entre a vida e a morte. Foi o que aconteceu ao vigilante Ivan Rodrigues Sampaio, que em 2011 teve o atendimento médico de seu filho suspenso pelo plano de saúde e, como era final de semana, teve que esperar até a segunda-feira para conseguir judicialmente o atendimento necessário. Em 2012, ele criou o Movimento "Quanto Vale uma Vida?", que tem por objetivo mobilizar a sociedade para pressionar os políticos a garantirem os direitos básicos da população à Justiça.

"Meu apelo aqui é para que nós, cidadãos, venhamos acabar com essa pouca vergonha, deixar que milhões de brasileiros morram todo dia por falta desse serviço essencial", declarou Sampaio.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Mônica Thaty
Origem da Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias
 
 
 

 

Notícias

Substabelecimento sem data não caracteriza irregularidade

Extraído de Direito Vivo Substabelecimento sem data não caracteriza irregularidade 3/6/2011 16:53 A Parmalat Brasil S.A. - Indústria de Alimentos conseguiu obter na sessão de ontem (2/6) da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho o reconhecimento...

ALTERAÇÃO PROCESSUAL

  Juiz das garantias do novo CPP é arbitrário Por Carlos Frederico Coelho Nogueira   A figura do “juiz das garantias” foi introduzida na redação final do Projeto de Lei 156/2009, aprovada pelo Senado, (Capítulo II do Título II do Livro I, artigos 14 a 17), e encaminhada no início deste...

Empregado público pode acumular salário e subsídio de vereador

Extraído de: Tribunal Superior do Trabalho - 1 minuto atrás Empregado público pode acumular salário e subsídio de vereador Ao rejeitar recurso de revista da Caixa Econômica Federal, a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a possibilidade de uma bancária continuar recebendo,...

Por uma Justiça eficiente

  PEC dos Recursos aumenta a segurança jurídica Por Cezar Peluso   Minha proposta de emenda constitucional conhecida como PEC dos Recursos ataca frontalmente dois dos mais graves, se não os dois mais graves problemas do sistema judicial brasileiro: a lentidão dos processos e a...

CNI contesta obrigatoriedade imposta à indústria automobilística

Segunda-feira, 06 de junho de 2011 CNI contesta obrigatoriedade imposta à indústria automobilística   A obrigatoriedade de inserção de uma mensagem de caráter educativo na publicidade de produtos da indústria automobilística, introduzida no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97)...

No futebol o STJ fica no banco

05/06/2011 - 10h00 ESPECIAL STJ coloca time de ministros em campo para decidir sobre o mundo do futebol Não é só entre as balizas que os juízes definem o resultado do jogo. Quando o meio de campo embola, outros juízes têm que entrar na partida com bem mais que um apito e 17 regras. No mundo do...