Ministro diz que não vai ter caos nos aeroportos durante a Copa

21/05/2014 - 16h32

Ministro diz que não vai ter caos nos aeroportos durante a Copa

O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, reconheceu hoje, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que nem todas as obras de reforma dos aeroportos nas cidades-sede serão entregues nos prazos previstos.

Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Audiência pública para esclarecimento da problemática enfrentada nas obras dos aeroportos, o remanejamento dos voos para o período da copa e o cronograma atualizado das obras em andamento
Ministro da Aviação Civil (C): atrasos ocorrem nos aeroportos gerenciados pela Infraero.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, disse nesta quarta-feira (21) que não haverá caos nos aeroportos durante a Copa do Mundo de Futebol. Segundo ele, a infraestrutura dos aeroportos brasileiros está preparada para o aumento do fluxo de passageiros com a Copa.

Ele reconheceu, porém, que nem todas as obras de reformas dos aeroportos nas cidades-sede dos jogos serão concluídas antes do início do evento.

Em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o ministro informou que os atrasos ocorrem sobretudos nos aeroportos gerenciados pela estatal Infraero. Conforme Moreira Franco, o maior problema está em Fortaleza (CE). Lá, a Infraero montou um terminal provisório, que já foi usado, por exemplo, nos Jogos Olímpicos de Londres. “O terminal atenderá às necessidades da Copa, e será desmontado posteriormente”, afirmou.

Privadas
Entre aeroportos concedidos a empresas privadas, Guarulhos (SP) inaugurou o novo terminal nesta terça-feira (20), e Brasília deverá finalizar as obras até o próximo mês. O ministro apontou, porém, que Viracopos (SP) não está cumprindo o cronograma previsto no contrato de concessão. A concessionária finalizou as obras na pista, mas não entregou o novo terminal. “A Agência Nacional de Aviação Civil [Anac] já está concluindo investigações para tomar as medidas contratuais necessárias”, informou Franco. Os contratos de concessão preveem multas de até R$ 170 milhões para cada componente não entregue no prazo.

O ministro defendeu que a Infraero receba o mesmo tratamento das concessionárias pela não entrega das reformas dos aeroportos no prazo previsto. “Existe um ambiente no País de não cumprimento de contratos, que gera instabilidade”, disse. “Nossa expectativa é que haja consequências palpáveis pelo não cumprimento desses contratos”, completou.

O presidente da Anac, Marcelo Guaranys, explicou que, no caso da Infraero, hoje não existe um contrato com multas previstas, mas a agência já estuda, a pedido do ministro, como poderá punir a empresa pública pela não entrega de obras. Isso não será concluído, porém, antes da Copa.

Novos voos
Guaranys destacou, ainda, que a Anac está trabalhando o planejamento dos voos para a Copa de acordo com a infraestrutura e capacidade atual dos aeroportos. Até o momento, o número de voos previsto para o período da Copa – que vai de 12 de junho a 13 de julho - já aumentou 6,8% em relação aos operados atualmente. São 9.440 novos voos previstos. De acordo com ele, a Anac está acompanhando, desde janeiro, todas as vendas de voos para o evento. “Com isso conseguimos sinalizar para as empresas aéreas a necessidade de novos voos”, explicou. Ele acrescentou que ajustes no número de voos podem ser feitos durante a Copa.

Conforme o presidente da Anac, a ocupação média dos voos para a Copa hoje é de 26%. Segundo ele, o aeroporto de Guarulhos deverá ser o mais demandado no período. “É a grande porta de entrada internacional para o País: mais de 65% das pessoas entram por esse aeroporto”.

Punição
O deputado Fernando Francischini (SD-PR), que solicitou a audiência, destacou que um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que, dos 13 aeroportos brasileiros com investimentos para modernização e aumento de capacidade para a Copa, nove não ficarão prontos a tempo e um será finalizado no mês em que se inicia o torneio. “Faltando 22 dias para a Copa, está evidente que os contratos não foram cumpridos”, apontou. Ele cobrou punição às empresas contratadas para fazer as obras e também a punição do presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

O parlamentar salientou o baixo nível de execução das obras de reforma. Segundo ele, no aeroporto de Curitiba (PR), o nível atual de execução da obra é de 18%. “O aeroporto hoje é um esqueleto”, disse. Ele citou ainda o caso do aeroporto de Confins (MG), onde o nível de execução da obra é de 42%; e de Salvador (BA), onde esse índice é de 52%. Já em Fortaleza (CE) a execução das obras não chega a 15%, enquanto em Porto Alegre (RS), esse índice é de 1,85% na obra do terminal e de 20% no pátio.

 

Reportagem – Lara Haje
Edição – Janary Júnior

Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Lei do Gás atrairá investidores

Extraído de Gás Brasil | 21/03/2011 | Regulamentação da Lei do Gás atrairá investidores Artigo de Márcio Monteiro Reis e Renato Otto Kloss. Após sucessivos adiamentos, foi editado no fim do ano, o Decreto federal 7.382/2010, que traz a regulamentação a Lei 11.909, mais conhecida como Lei do Gás,...

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...

Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação

Quinta-feira, 17 de março de 2011 Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação, decide Lewandowski O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu pedido de liminar apresentado por Wagner da Silva Guimarães, que pretendia assumir a cadeira do deputado federal Thiago...