Noivos surdos têm cerimônia de casamento em Libras no Amapá

Noivos surdos têm cerimônia de casamento em Libras no Amapá

Publicado em: 25/03/2015

Amigos do casal trouxeram padre surdo do Paraná para a cerimônia. Casamento ocorreu no dia 22 em uma igreja da Zona Norte de Macapá.

O casal Tomé Júnior e Suelenne Souza, ambos com deficiência auditiva, realizou o sonho de se casar numa cerimônia celebrada em Libras - língua brasileira de sinais -, por um padre também surdo, no Amapá. O matrimônio foi no domingo (22), em uma igreja na capital. A benção pelo sacerdote do Paraná foi uma surpresa aos noivos, organizada pelos amigos. A Rede Amazônica no Amapá registrou o momento.

Tomé contou que ter o casamento celebrado por um padre surdo era um sonho. Ele e Suelenne ficaram noivos em janeiro de 2015. O casal se conheceu há quatro anos, durante um curso de libras, e o casamento foi marcado depois que ela ficou grávida.

O noivo disse que chegou a conhecer através da internet o sacerdote curitibano Wilson Czaia, que também é deficiente auditivo. Ele conta que tentou trazer o padre para Macapá, para a celebração do casamento, mas o sacerdote, conhecido por abençoar a união de surdos pelo país, informou que não poderia comparecer por conta de compromissos paroquiais.

"Nós conversamos e ele disse que não tinha como vir pois ele estava muito ocupado", contou.

Suelenne disse que ficou triste pelo noivo. Mesmo assim, a família marcou o casamento na igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Pacoval, Zona Norte de Macapá. A cerimônia seria celebrada por outro padre.

"Era um desejo nosso, pois o próprio padre disse ao meu marido que queria muito vir para cá, mas a agenda dele não estava conciliando com a data do nosso casamento", disse Suelenne.

O que os noivos não sabiam, porém, era que um grupo de amigos do casal preparava uma surpresa para o dia do matrimônio. Eles haviam comprado as passagens aéreas para o padre, que iria aparecer de surpresa na igreja.

A ideia foi do coordenador da Pastoral do Surdo, Gabriel Cordeiro, que também é amigo do casal. Ele disse que se viu na obrigação de realizar o sonho dos noivos.

"Eu senti que Deus falava no meu coração. Combinei com outros amigos para poder ajudá-los, pagar a passagem do padre, fazer ele vir até aqui e fazer essa surpresa no dia do matrimônio", contou Cordeiro.

O seminarista Wendel Chaves, do Pará, também ajudou com a surpresa. Ele anunciou, momentos antes do casamento iniciar, que o padre que faria a celebração não compareceria, e que, portanto, a cerimônia deveria ser remarcada.

"Após eu falar que não teria mais casamento eu pedi para eles [casal] olharem para trás, e eles viram o padre Wilson [do Paraná] entrando pela porta", contou.

A presença do sacerdote curitibano e do seu intérprete na igreja emocionou noivos e convidados. Ele disse que a experiência valeu a pena.

"Foi um pouco difícil chegar, mas conseguimos. Foram sete horas de viagem até Macapá. Nós aceitamos esse sacrifício porque o mais importante é ajudar", disse o sacerdote.

Emocionada, Suelenne falou que chegou a se desesperar com a situação, mas depois que descobriu a surpresa viveu uma experiência única.

"Foi um sonho realizado para mim e para o meu marido, pois a gente pensou que ia dar tudo errado e no final fomos surpreendidos. Foram momentos que eu nunca vou esquecer", comemorou a noiva.

Assista ao vídeo.

Fonte: G1
Extraído de Recivil

Notícias

Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo

Extraído de Veredictum Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo by Max De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, o pedido de concessão do benefício da justiça gratuita pode ser feito pela parte a qualquer momento ou grau de jurisdição. Quando for solicitado...

Trabalhador retirou-se da audiência porque calçava chinelos de dedos

  Indenização para trabalhador que, calçando chinelos, foi barrado em audiência (04.03.11) Um dia depois da matéria de ontem (3) do Espaço Vital sobre exigências formais (gravata, paletó e calçados) para participar de atos judiciais, surge a notícia de que a União foi condenada a reparar o...

Não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas

23/02/2011 - 14h21 STJ decide que é impossível reconhecer uniões estáveis paralelas A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça admitiu que não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas entre um funcionário público aposentado do Rio Grande do Sul e duas mulheres, com as quais manteve...

Imunidade profissional não é absoluta

03/03/2011 - 14h08 DECISÃO Advogado é condenado por calúnia e difamação contra colega Em mais um julgamento sobre excessos verbais cometidos por advogado no curso do processo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou seu entendimento de que a imunidade profissional prevista na Constituição...