Presidente da EBC defende investimento em sistema digital público

Breve (D) e Fleck (E): senso crítico da população deve ser estimulado 

01/07/2013 - 18h35 Conselho de Comunicação - Atualizado em 02/07/2013 - 09h19

Presidente da EBC defende investimento em sistema digital público

Da Redação

A conclusão de um sistema público de transmissão digital foi defendida nesta segunda-feira (1º) pelo presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, que participou de audiência no Conselho de Comunicação Social. Ele acrescentou que a emissora pretende ser referência em comunicação pública nos próximos anos com a difusão de conteúdos que contribuam para a formação crítica da população.

Ao lado da presidente do conselho curador da EBC, Ana Luiza Fleck Saibro, Breve falou ao conselho sobre o planejamento estratégico da emissora no decênio 2012-2022.

Para o presidente da EBC, que opera a TV Brasil, uma rede pública de comunicação precisa estar presente, no âmbito digital, em todas as cidades do país com mais de 100 mil habitantes. A instalação de equipamentos do Operador Nacional da Rede Pública Digital, a serem usados por emissoras públicas estatais, vem sendo debatida mas ainda não foi incluída entre as prioridades do governo, afirmou.

Nelson Breve registrou que, há cinco anos, com a regulamentação da complementaridade dos sistemas privado, publico e estatal de radiodifusão, houve a consolidação de uma rede pública de rádio e TV, graças à incorporação da Radiobrás pela EBC.

Investimento

Nelson Breve disse que R$ 404 milhões foram investidos para fortalecer a comunicação pública e “recuperar 60 anos de atraso em relação aos demais canais”, com a aquisição de equipamentos e ilhas de edição, entre outros. A EBC está presente em 1.780 municípios de 24 estados. A emissora também leva programação a 65 países e vem reforçando seu quadro pessoal com a realização de concursos públicos, além de pôr em teste aplicativos de interatividade, com experiência já realizada em João Pessoa (PB).

O presidente da EBC disse ainda que a empresa mantém um bom relacionamento com entidades da sociedade civil organizada. Ele defendeu as produções independentes e observou que a emissora mantém um banco de projetos desse tipo.

Em relação á publicidade comercial, Nelson Breve disse que a EBC “limita-se a cumprir a lei”, que só permite a publicidade institucional. Ele afirmou, porém, que a emissora vai buscar recursos para obter independência financeira, bem como ampliar a sua receita com a prestação de serviços.

- Não vamos disputar audiência da cerveja, automóveis. Seria contra-senso fazer o que a gente critica. Não há risco de entrarmos nessa seara. Somos contra empresas de comunicação pública que abrem exceção para publicidade comercial. Temos produtos diferenciados. não estamos disputando o bolo publicitário das empresas privadas – afirmou.

A mesma posição foi defendida por Ana Luiza Fleck Saibro. Ela explicou que o conselho consultivo, formado por 22 pessoas, das quais 15 representantes da sociedade civil, é responsável por determinar a linha editorial dos veículos da emissora. O conselho divide-se em seis câmaras temáticas e, segundo ela, vem ampliando a discussão com a sociedade.

 

Agência Senado

 

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