Projeto torna obrigatória e gratuita a identificação do número do telefone da chamada

Walter Pinheiro (E) é o relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia  Edilson Rodrigues/Agência Senado

Projeto que proíbe ligações telefônicas sem identificação está na pauta da CCT

  

Da Redação | 31/07/2015, 18h21

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) pode votar, em decisão terminativa na terça-feira (4), projeto que torna obrigatória e gratuita a identificação do número do telefone da chamada (código de acesso do assinante). O objetivo é evitar crimes por meio das redes de telefonia e coibir abusos nas práticas dos serviços de telemarketing e de cobranças.

Para isso, o PLS 433/2013, apresentado pelo ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), estabelece que as prestadoras de serviços de telefonia fixa ou móvel oferecerão aos usuários, sem custo adicional, o serviço de identificação do código de acesso originador da chamada. Também proíbe a oferta de serviços ou equipamentos que impossibilitem ou obstruam a identificação dos códigos de acesso telefônico pelos usuários.

Vital ressalta que chamadas não identificadas têm sido utilizadas pelo crime organizado, estelionatários e chantagistas, “que procuram aterrorizar suas vítimas sob o manto do anonimato”. Essas ligações aparecem comumente na tela do telefone com expressões como “bloqueado”, “restrito” ou “não identificado”

O autor do projeto lembra “casos de cidadãos que vieram a falecer de infarto durante o golpe do sequestro por telefone, acreditando que o suposto sequestrador estivesse de fato com um ente querido”.

Se o número do telefone fosse identificado, diz ele, a polícia poderia rastrear e prender os bandidos. Essa possibilidade é perdida, no entanto, como destacou Vital do Rêgo, pela demora do procedimento previsto na legislação em vigor, ou seja, a apresentação de denúncia para obtenção do número de origem da chamada. Isso favorece o bandido, “que tem por hábito mudar de celular rotineiramente”.

Telemarketing

O projeto ainda determina a obrigatoriedade da identificação de código de acesso que permita o imediato retorno da chamada em casos de ligações efetuadas por empresas a consumidores. A intenção é evitar que ligações do tipo “restrito” ou “não identificado” sejam usadas por call center, telemarketing ou empresas de cobrança para campanhas agressivas ou assédio moral, ferindo direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor.

O texto em análise é resultado de ajustes feitos pelo relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Ivo Cassol (PP-RO), e na CCT, por Benedito de Lira (PP-AL) e Walter Pinheiro (PT-BA). Os senadores incluíram prazo de 60 dias para que as prestadoras de serviços de telefonia cumpram os dispositivos da lei.

Radiodifusão

Na pauta da CCT, constam ainda 34 projetos de decreto legislativo relativos à exploração de serviços de radiodifusão. Os atos que serão votados pela comissão concedem autorização ou permissão a emissoras de rádio e televisão para explorar serviços de radiodifusão comunitária, de radiodifusão sonora em frequência modulada e radiofusão de sons e imagens. Os projetos receberão decisão terminativa na CCT.

 

Agência Senado

Notícias

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...

Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação

Quinta-feira, 17 de março de 2011 Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação, decide Lewandowski O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu pedido de liminar apresentado por Wagner da Silva Guimarães, que pretendia assumir a cadeira do deputado federal Thiago...

Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC?

Fonte: www.espacovital.com.br Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC? (15.03.11)    Os leitores foram convidados a testar seus conhecimentos. Hoje, este saite repete, nesta páginas, quatro das mais complicadas (ou curiosas) perguntas, e já destaca em azul quais as...