Sinditelebrasil: sistema de bloqueio de celular deve estar integrado com polícias em 2016

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
05/08/2015 - 20h34

Sinditelebrasil: sistema de bloqueio de celular deve estar integrado com polícias em 2016

25% dos aparelhos celulares roubados no mundo são do Brasil

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o aumento de roubos e furtos de aparelhos celulares e as consequências para o comércio e consumidor. Presidente da Sinditelebrasil, Eduardo Levy Cardoso Moreira
Eduardo Levy: é um problema mundial, mas estamos avançando em soluções.
 

Em audiência pública sobre o aumento do roubo de celulares no País, promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor, o presidente da Sinditelebrasil, que reúne as operadoras de telefonia, Eduardo Levy Cardoso Moreira, informou que até o ano que vem o setor espera integrar o sistema de celulares bloqueados aos órgãos de segurança estaduais. "É um problema mundial, mas estamos avançando em soluções. Bloqueado, aquele aparelho não vale nada", assinalou.

Cadastro internacional
O superintendente de Planejamento e Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), José Bicalho, informou que, no mundo, há 21 milhões de aparelhos no cadastro internacional. "A prestadora registra a identificação dos aparelhos roubados no sistema e esses terminais não podem mais ser usados na rede, são bloqueados", explicou. A base de dados existente reúne operadoras de 35 países.

O sistema, segundo Bicalho, ainda precisa ser melhorado. "Alguns problemas que identificamos são a falta de comunicação pelo usuário do número de identificação do aparelho (Imei) e a dificuldade de incluir grandes volumes de aparelhos no sistema nos casos de roubos de carga, por exemplo", reconheceu.

Entre as soluções propostas, estão: a possibilidade de bloquear o aparelho roubado apenas informando o número do telefone; uma nova interface que permita o bloqueio de muitos aparelhos de uma vez; o bloqueio por terceiros, como a Polícia Civil; e a atualização do sistema em nível nacional e não apenas local, como é hoje. "Estamos avaliando ainda a possibilidade de o usuário bloquear o aparelho através de um mecanismo do hardware. São tecnologias que estão sendo desenvolvidas pelos próprios fabricantes, e estamos aguardando", informou.

Polícia no Rio de Janeiro
A delegada da Polícia Civil do Rio de Janeiro Valéria de Aragão informou que a polícia do estado bloqueia o aparelho roubado em até 72 horas, após contato com a operadora, caso o usuário não saiba o Imei. "Tiramos do usuário essa responsabilidade", explicou.

Valeria Aragão também informou que a polícia atua nos pontos de receptação de aparelhos roubados, como camelódromos. "Para combatê-los, a melhor estratégia é a insistência. Fazemos apreensões diariamente de aparelhos roubados e falsificados no camelódromo", informou.

Ela alerta ainda para a necessidade de desestimular o consumo desses produtos. Ela lembra que comprar um aparelho por um custo muito menor do que no comércio regular pode significar a conivência desse consumidor.

Reportagem - Geórgia Moraes
Edição – Regina Céli Assumpção
Agência Câmara Notícias

 

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