Violência custa R$ 92 bilhões ao Brasil por ano, diz subsecretária

28/11/2012 - 11h47

Violência custa R$ 92 bilhões ao Brasil por ano, diz subsecretária

A subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça do Distrito Federal, Valéria Velasco, disse que o custo anual da violência para o País é de R$ 92,2 bilhões, sem contar os prejuízos das vítimas "invisíveis", que são o sofrimento e problemas de saúde causados pelo trauma da perda de um parente. Segundo ela, para cada vítima direta, há até seis vítimas invisíveis, que são levadas a sofrer doenças como depressão, hipertensão, diabetes outras. Valéria as considera invisíveis porque não são contabilizadas como vítimas da violência.

Valéria participa de seminário promovido pela Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência, no auditório Freitas Nobre, sobre o aumento da violência contra crianças e adolescentes.

Ela disse que o criminoso tem todo um aparato do Estado para protegê-lo, mas os familiares de vítimas não têm nenhum. "Eles entram numa via crucis e ficam sem saber como alcançar a justiça", disse ela, ao criticar a lentidão do Poder Judiciário e outros problemas comuns nos processos criminais, como falhas em perícias, que levam à impunidade.

Valéria, que teve um filho de 16 anos morto por uma gangue em Brasília, em 1993, apresentou o programa Pró-Vítima, implantado em 2009 na capital federal. Segundo ela, o programa surgiu em resposta a manifestações populares contra a violência, lideradas por parentes de vítimas. O objetivo principal do programa é construir, junto com a população, políticas públicas capazes de reverter as estatísticas de violência.

Ela disse que o ranking dos atendimentos do programa é encabeçado por crianças vítimas de violência sexual.

A subsecretária criticou também os projetos de lei que tentam "desfigurar" o Estatuto do Desarmamento, que considera uma lei exemplar e que teria sido responsável pela redução da violência.

 

Reportagem- Wilson Silveira
Edição - Natalia Doederlein

Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias
 
 

 

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