Votação do Ato Médico é adiada para realização de debate

04/12/2012 - 14h05 Comissões - Educação - Atualizado em 04/12/2012 - 14h36

CE vai promover audiência e votar projeto do Ato Médico em seguida

Marcos Magalhães

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) decidiu promover na próxima terça-feira (11) uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 268/2002, que regulamenta o exercício da medicina. Segundo decisão anunciada pelo presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR), a votação da proposta ocorrerá no mesmo dia, logo após a conclusão da audiência.

Serão convidados a participar da audiência o presidente do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima, e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante. O requerimento para a realização da audiência foi apresentado pelos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Capiberibe foi o primeiro a pedir vistas do projeto, há uma semana, após a leitura do relatório favorável do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). No início da reunião desta terça-feira (4), Capiberibe afirmou que ainda tinha dúvidas a respeito do projeto, especialmente no que se refere à possibilidade de outros profissionais, como agentes de saúde, diagnosticarem doenças como a malária, em locais onde não existam médicos.

Em 1999, recordou o senador, um surto de malária atingiu 10% da população do Amapá. Para que milhares de pessoas sobrevivessem, argumentou, seria necessário um diagnóstico imediato, além de tratamento rápido. Em muitas localidades do Amapá, prosseguiu, apenas agentes de saúde poderiam estar presentes a tempo de cuidar dos doentes.

- Uma vez aprovado esse projeto, um agente de saúde localizado no garimpo do Caciporé vai poder recomendar e aplicar o remédio? No caso de municípios que não têm médico, haveria punição a farmacêutico que prescrevesse um medicamento? – questionou Capiberibe, ao defender a ampliação do debate sobre o tema.

A dúvida de Capiberibe refere-se ao fato de que o projeto define quais são as atividades privativas dos médicos. Entre elas, a formulação de diagnóstico nosológico e a respectiva prescrição terapêutica.

O relator, Cássio Cunha Lima, considerou “legítimas” as preocupações de Capiberibe, mas argumentou que aquele não seria o momento adequado para se debater o problema de ausência de médicos em diversos municípios brasileiros. Ele voltou a defender o texto já aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pediu o início da votação da proposta pela CE.

Logo em seguida, porém, Vanessa Grazziotin defendeu a proposta de Capiberibe, para a realização de audiência pública, observando que a CE deveria ouvir um representante do Conselho Federal de Educação. Uma vez formalizado o requerimento de audiência, Requião o submeteu a debate na comissão. Logo após manifestação favorável de Cristovam, o relator da matéria também concordou com a realização da audiência, para que, como observou, não restasse dúvida sobre a sua disposição de debater o tema.

Requião disse então que convidaria para a mesma audiência a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para onde o projeto será enviado após a análise pela CE. Com essa iniciativa, conquistou o apoio dos senadores que ainda resistiam à realização da audiência. Em seguida foi aprovado o requerimento.

 

Foto em destaque/Fonte: Agência Senado

 

Notícias

Confissão em flagrante com drogas não configura atenuante

Supremo Tribunal Federal Quarta-feira, 13 de abril de 2011 Confissão em flagrante com drogas não configura atenuante Em sessão extraordinária realizada na manhã desta quarta-feira (13), os ministros que compõem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram Habeas Corpus (HC) 101861...

Trânsito brasileiro mata quase 105 pessoas por dia

  Acidente com motorista bêbado é previsível Por Luiz Flávio Gomes     O trânsito brasileiro, um dos quatro mais violentos do mundo, continua massacrando seres humanos (em 2008, mais de 38 mil mortes). A sensação de impunidade é generalizada. Temos que mudar a legislação brasileira,...

Um sexto regime de bens?

Extraído de Colégio Notarial (Blog) REGIME DE BENS - REGIME MISTO? José Hildor Leal  Postado em 05/04/2011 21:13:16 Muito se tem debatido, ultimamente, sobre a possibilidade dos cônjuges em criar um regime de bens misto, para vigorar no casamento, além das opções postas pelo Código Civil...

PEC dos recursos

  Índice de reforma de decisões preocupa advogados Por Débora Pinho, Gabriela Rocha e Marina Ito   Desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, anunciou a polêmica Proposta de Emenda Constitucional para que as decisões passem a ser executadas a partir do...

Oitiva informal é ato extrajudicial

12/04/2011 - 13h06 DECISÃO Oitiva informal de menor pelo MP sem defensor não anula processo A oitiva informal é ato extrajudicial, no qual a ausência de defensor do menor poderia levar ao reconhecimento de mera irregularidade, não de nulidade. Assim entendeu a Sexta Turma do Superior Tribunal de...