Advogados do mensalão avaliam o que os espera

08/06/2012 - 01:10

Advogados do mensalão avaliam o que os espera

Conjur

Marcada a data do julgamento do mensalão para 1º de agosto, O Estado de S. Paulo desta quinta-feira (7/7) traz declarações de alguns dos advogados criminalistas que formam a linha de frente da defesa dos réus da ação penal. O grupo inclui alguns dos maiores nomes da advocacia criminal do país como Márcio Thomaz Bastos e Alberto Zacharias Toron. Abaixo, confira o que disseram alguns dos advogados que se ocupam em defender os réus da Ação Penal 470, que pode vir a ser o mais longo julgamento ininterrupto da história da corte.

“O ex-ministro José Dirceu sempre pediu para ser julgado, jamais tomou qualquer atitude para protelar (o julgamento). Ele confia na Justiça e aguarda o julgamento com serenidade, com a garantia da ampla defesa e o respeito ao devido processo legal”. – José Luís Oliveira Lima, que defende o ex-ministro.

“Vamos para o julgamento com a esperança que se faça justiça.” – Márcio Thomaz Bastos, que defende José Roberto Salgado, ex-vice presidente do Banco Rural.

“Temos prazo de dois meses para nos preparamos e isso atende a uma reivindicação dos advogados. Eu acho contraproducente a realização de cinco defesas por dia. Cinco advogados irão falar durante cinco dias por semana. Vejo isso como uma restrição ao direito de defesa na medida em que o último advogado a falar pegará o tribunal cansado. Isso poderá prejudicar a defesa de seu cliente” – Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Ayana Tenório, ex-vice presidente do Rural.

“Não faz diferença nenhuma a data do julgamento. Se o julgamento for realizado com base na prova constante do processo, produzida em juízo, não haverá condenação. Se o julgamento for político há sério risco de condenação.” – advogado Marcelo Leonardo, que defende o empresário Marcos Valério.

“Disseram que os advogados estavam procrastinando, mas em momento algum isso ocorreu. Acredito na absolvição do deputado João Paulo Cunha, as acusações são atípicas. Independentemente do problema da existência de prova, há acusações manifestamente descabidas.” – do criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o deputado João Paulo Cunha (PT-SP).

“Ninguém vai se lembrar das sustentações dos advogados.” – do advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defende Rogério Tolentino – ex-advogado das empresas de publicidade de Marcos Valério, criticando a ordem em que a defesa e a acusação farão as sustentações orais durante o julgamento porque, para ele, o formato vai beneficiar a acusação.

 

Extraído de Mato Grosso Notícias

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