Direitos homoafetivos: reconhecimento da união homoafetiva ainda emperra no Legislativo

Direitos homoafetivos: reconhecimento da união homoafetiva ainda emperra no Legislativo

Publicado em: 30/03/2017

O reconhecimento da união estável homoafetiva ainda encontra barreiras no Legislativo. A pedido do senador Roberto Requião (PMDB-PR), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado adiou a votação do projeto de lei que admite legalmente o vínculo entre pessoas do mesmo sexo, preconizado pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Requião elaborou um substitutivo – o qual propõe alterações à recomendação original –, aprovado pelo colegiado no dia 8 de março. Se aceito novamente, o texto segue direto para a Câmara dos Deputados – já que tramita em caráter terminativo – ou, caso haja recurso, será discutido no plenário do Senado. A nova data estava prevista para ontem, 29, mas até o fechamento da matéria não havia notícia sobre o assunto.

O senador Magno Malta (PR-ES) apresentou emenda que visa à alteração do texto de Requião. O parlamentar pretende que seja mantida a redação do Código Civil, a qual reconhece “a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família” como entidade familiar. Em contrapartida, Requião defende que seja determinada como família a “união estável entre duas pessoas”, sendo preservado o restante do trecho.

Juiz de Direito e vice-presidente do IBDFAM de Alagoas, Wlademir Paes de Lira declara que o reconhecimento da união homossexual como entidade familiar já está consolidada no Brasil, “principalmente depois da decisão do STF, em 2011, que colocou no mesmo patamar as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo e entre pessoas de sexo diferente. Trata-se da aplicação direta do texto constitucional, com base na interpretação dos princípios que regulam a questão”, afirma.

Lira é contrário ao projeto de lei da senadora Marta Suplicy, pois, de acordo com ele, a proposta trata o laço homoafetivo como união civil – não como entidade familiar –, o que seria um retrocesso diante do que já se aplica e o que já nasceria inconstitucional, “pois a Suprema Corte já decidiu, em caráter vinculante, tratar-se de família, e não de sociedade civil, parafamiliar, como é tratado em alguns países”, declara. O magistrado também critica a emenda do senador Magno Malta: “essa reforma é ainda pior. Pretende, por questões religiosas, retirar os direitos já consolidados dos homossexuais, alijando-os da categoria de família, sem estabelecer qualquer outro direito, o que chega a ser uma afronta à Suprema Corte Brasileira”.

Para ele, o projeto do senador Roberto Requião é o mais adequado, pois pretende retirar a diversidade de gêneros para caracterização da família, tratando apenas de união entre pessoas, igualando legalmente uniões hétero e homossexuais. “Penso, assim como o professor Paulo Lôbo (advogado, doutor em Direito Civil e mestre em Direito Privado), que família é a união de duas pessoas que possuem um relacionamento afetivo, de casal, e não apenas de amizade, e que mantêm estabilidade no relacionamento ou formalizam a união através do casamento, se apresentando e sendo publicamente reconhecidos como relação familiar”, conclui
.

Fonte: Ibdfam
Extraído de Recivil

Notícias

Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal

27/04/2011 - 08h03 DECISÃO Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a competência para julgamento dos crimes de difamação contra menores por meio do site de relacionamento Orkut é da Justiça Federal. Os ministros da...

Registro de patente será mais ágil a partir de maio

Extraído de Notícias Jurídicas Processo de registro de patente será mais ágil a partir de maio SÃO PAULO – O registro de patentes no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) será mais ágil a partir de 3 de maio. O novo sistema possibilitará aos depositantes de patentes acompanhar, em...

Prática de falar mal do ex para filhos é crime

Extraído de IBDFAM Prática de falar mal do ex para filhos é crime 26/04/2011 | Fonte: Eshoje (Espírito Santo) Já ouviu falar de "alienação parental"? Esta é uma pratica que vem se tornando comum e que pode causar danos gravíssimos para crianças e adolescentes. A alienação acontece quando pais se...

Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas

Fonte: Jornal Estado de Minas Publicado em 25/04/2011   Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas   Mesmo provando não ser o pai biológico, depois de três exames de DNA, homem é obrigado a pagar pensão de R$ 9.810 sob a tese de laço afetivo. Ele se recusou e chegou a ser...

Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização

26/04/2011 - 08h02 DECISÃO Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização O Banco da Amazônia (Basa) terá que restituir a um cliente de Minas Gerais os valores que ele havia aplicado em fundo de investimento e que foram redirecionados sem sua autorização para outro fundo,...