Dois ex-presidentes e nove ex-governadores na comissão da reforma política

10/02/2011 - 21h54

Dois ex-presidentes e nove ex-governadores na comissão da reforma política

A comissão instituída nesta quinta-feira (10) pelo presidente do Senado, José Sarney, para elaborar um anteprojeto de lei de reforma política, conta com senadores com intensa participação na vida política do país nas últimas décadas. Dos 12 integrantes da comissão, dois foram presidentes da República: Fernando Collor (PTB-AL) e Itamar, Franco (PPS-MG), companheiros na chapa que chegou ao Planalto em 1990, Collor como presidente e Itamar como o vice que assumiu a titularidade do cargo depois da renúncia do primeiro.

A comissão poderá contar ainda com a experiência de oito ex-governadores, aí mais uma vez incluídos Collor e Itamar. Collor chegou ao governo de Alagoas em 1989 e desse posto se projetou nacionalmente, por meio de ações administrativas e corte de altos salários acumulados por servidores, por isso ganhando então o título de "caçador de marajás". Itamar Franco (PPS-MG) elegeu-se governador em 1996, dois anos de deixar a Presidência com o legado da estabilidade monetária - alcançada com o Plano Real.

Roberto Requião (PMDB) governou o Paraná por três vezes, o último mandato encerrado no ano passado, após reeleição. Já esteve no Senado Federal de 1995 a 2002, agora retornando à Casa com o discurso de que o país precisa de reformas econômicas, inclusive com autonomia para o Banco Central. Agora terá de conciliar essa agenda com os temas da reforma política.

Secretário particular do avô Tancredo Neves, sua influência decisiva na escolha da carreira política, Aécio Neves (PSDB-MG) é outro ex-governador na comissão. Ele ficou á frente da administração de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, até o ano passado. Antes, foi três vezes deputado federal, da última vez exercendo o cargo de presidente da Câmara dos Deputados. É nome de bom trânsito nas duas Casas.

O engenheiro florestal Jorge Viana (PT-AC) começou a vida política apoiando trabalhadores rurais e seringueiros, quando se aproximou do líder Chico Mendes. Em menos de uma década, conquistou seu primeiro mandato como governador do Acre, se reelegeu ao cargo e agora, no Senado, recebe a tarefa de pensar a reforma política. Estará na companhia de Antônio Carlos Valadares (PSB), que se reelegeu agora senador, já esteve à frente do governo de Sergipe, e que também já passou pela Assembléia Legislativa de seu estado e pela Câmara dos Deputados.

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) governou Santa Catarina por dois períodos consecutivos, até o ano passado. Passou pela Prefeitura de Joinville depois de exercer mandatos de deputado estadual e federal. Foi próximo a Ulisses Guimarães e chegou a coordenar a campanha presidencial do histórico líder da oposição ao governo militar. Também presidiu o PMDB.

Bancário e radialista, o senador José Wellington Barroso de Araújo Dias (PT) chegou agora ao Senado, depois de governar o Piauí por dois períodos seguidos. Sua estréia eleitoral deu-se em 1992, quando foi eleito vereador em Teresina. Na sequência, elegeu-se deputado estadual e federal, quando se destacou em investigações sobre o crime organizado.

Na comissão da reforma política, estará também o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que governou o Amazonas de 2003 a 2010, período de dois mandatos. Depois de se eleger vereador, em 1983, saltou sucessivamente para a Assembléia do Amazonas, a Câmara dos Deputados e os postos de vice-prefeito e prefeito de Manaus.

Mas será de um senador três vezes ministro a presidência da Comissão da Reforma Política. Francisco Dornelles (PP-RJ) foi titular da pasta da Fazenda no governo Sarney; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso; e voltou a ser ministro do Trabalho, no segundo mandato. A partir de 1986, elegeu-se deputado federal quatro vezes seguidas. Também já esteve no comando da Secretaria da Receita Federal.

Ministério Público

Os dois integrantes da comissão com trajetória político-eleitoral mais recente são Demóstenes Torres (DEM-GO), que renovou agora seu mandato de senador, e Pedro Taques (PDT-MT), no exercício de seu primeiro mandato. Os dois compartilham trajetória profissional anterior no Ministério Público. Demóstenes, que nos últimos dois anos presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), ganhou também reconhecimento pelo combate ao crime quando esteve à frente da Secretaria de Justiça em Goiás. Como procurador da República, Pedro Taques atuou em investigações contra o crime organizado. Renunciou à carreira para assumir o mandato de senador.

Gorette Brandão / Agência Senado
 

Notícias

Apontamentos sobre o reconhecimento da união estável

MP NO DEBATE Apontamentos sobre o reconhecimento da união estável 17 de junho de 2019, 8h00 Por Maria Fátima Vaquero Ramalho Leyser Antes da promulgação da Constituição Federal de 1988, a convivência entre homem e mulher, como se fossem casados, isto é, a união estável entre pessoas de sexo...
Leia mais

Governo divulga lista de negócios que podem ser abertos sem alvará

Governo divulga lista de negócios que podem ser abertos sem alvará Publicado em 12/06/2019 - 20:49 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil  Brasília Foi publicada hoje no Diário Oficial da União uma lista com 287 atividades econômicas que não precisarão de autorizações prévias para...
Leia mais

Artigo - Cadê meus bens? – Por Ivone Zeger

12/06/2019 Artigo - Cadê meus bens? – Por Ivone Zeger A comunhão é parcial, mas há quem insista em pedir a herança do que não lhe pertence. Quando ela iniciou o relacionamento, ele já tinha uma empresa. Permaneceram em união estável por cinco anos, até o falecimento dele. Nesse período, a empresa...
Leia mais

Site que intermediou venda não é responsável por produto com defeito

RELAÇÃO DE CONSUMO Site que intermediou venda não é responsável por produto com defeito 11 de junho de 2019, 7h25 Por Gabriela Coelho "O site presta serviços de veiculação e intermediação de produtos e serviços na internet, integrando a cadeia de fornecimento de produtos e serviços, restando...
Leia mais

Casamento infantil atinge 115 milhões de meninos no mundo

Casamento infantil atinge 115 milhões de meninos no mundo por Celio Martins[09/06/2019] [20:45] Quando se trata de casamento infantil, na maioria das vezes os estudos se referem a meninas. Apesar de os casos de casamentos precoces terem maior incidência no sexo feminino, um grande número de meninos...
Leia mais

Jurisprudência mineira - Cobrança - Fundo de promoção - Legitimidade passiva - Empresário individual - Pessoa natural - Confusão patrimonial - Morte - Espólio - Responsabilidade solidária do sucessor

11 - JUN, 2019 - Jurídico Jurisprudência mineira - Cobrança - Fundo de promoção - Legitimidade passiva - Empresário individual - Pessoa natural - Confusão patrimonial - Morte - Espólio - Responsabilidade solidária do sucessor COBRANÇA - FUNDO DE PROMOÇÃO - LEGITIMIDADE PASSIVA - CERCEAMENTO DE...
Leia mais
Dúvidas, consulte as fontes indicadas. Todos os direitos reservados