Ensino fundamental em período integral está na ordem do dia do plenário

31/01/2012 - 19h52

Proposta de ensino integral está na ordem do dia do Plenário

Entre as matérias a serem examinadas pelo Senado em 2012, está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 94/03) que modifica o artigo 208 da Carta Magna a fim de garantir o ensino fundamental em período integral aos brasileiros. A proposição, que está pronta para votação pelo Plenário em 1º turno, tem como primeiro signatário o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Conforme justificou o parlamentar, é necessário instalar com urgência a escola em tempo integral, que está entre as melhores iniciativas para acabar com o analfabetismo, a miséria e a violência.

O senador lembrou ainda que nenhum governo, nos mais diferentes níveis é contrário a este tipo de escola. "A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) prescreve sua instituição, mas é necessário que a Constituição a consagre para eliminar possíveis dúvidas de que o Congresso está divorciado da realidade", informou

Atualmente, o inciso I do artigo 208 da Constituição não faz menção à escola integral e diz que é dever do Estado garantir a "educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade", assegurando ainda "sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria".

CCJ

A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, com duas emendas de relatoria. Uma delas foi destinada a reservar recursos federais minimamente necessários para imprimir operacionalidade ao ensino fundamental obrigatório em tempo integral, cuja oferta é de incumbência de Estados e Municípios. A outra estendeu, até o ano de 2022, o prazo para a implantação da mudança, que era o ano de 2010, na PEC original.

Para ser aprovada, uma PEC precisa ser discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional em dois turnos, sendo necessários 3/5 dos votos dos respectivos membros.

 

Anderson Vieira / Agência Senado

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...