Robô vai ser usado em cirurgias de câncer

Robô vai ser usado em cirurgias de câncer em São Paulo

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel 

Robô usado em cirurgia de câncer

Robô vai guiar cirurgias de câncer em hospital público de 

São Paulo Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo

Um robô vai ser usado nas cirurgias de pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado ao governo paulista. Sentados à frente de um console, os médicos irão guiar o robô, que vai permitir uma visão tridimensional e com profundidade, propiciando maior precisão nas intervenções quando comparadas às técnicas de videolaparoscopia e convencionais. 

O robô será usado nas cirurgias de cinco especialidades oncológicas: urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, aparelho digestivo e tórax. A expectativa é que o uso do equipamento reduza o tempo de recuperação e menor dor para o paciente, além de um menor período de internação. Foram feitas três cirurgias no Icesp com o robô no mês de fevereiro. Todas para a retirada de tumores malignos da próstata.

O professor titular de cirurgia do aparelho digestivo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a qual o Icesp é ligado, Ivan Ceconello, explicou que o objetivo do projeto científico é comparar o uso da nova tecnologia com os métodos utilizados atualmente no hospital. “O resultado será em três anos e temos disponibilidade para 500 operações nesse período. A técnica é promissora e tem muita chance de dar certo. Para nós, é muito bom estar ocorrendo isso em um hospital de grandes operações”.

Ceconello disse que diversos hospitais privados já usam a tecnologia, mas apenas três públicos oferecem esse tipo de cirurgia. O robô custou R$ 10 milhões e a manutenção fica em torno de R$ 500 mil por ano. Apesar do alto custo, o professor diz que o equipamento é vantajoso por oferecer menor desgaste para o cirurgião, diminuir o risco de falhas (como tremores), variedade de movimentos e a visão tridimensional. “Esse robô aumenta a imagem e, em muitas vezes, o que permite que sejam vistos detalhes que podem passar a olho nu em uma operação aberta”.  Na primeira fase, serão treinados 30 profissionais, e a cada dois meses uma especialidade nova vai entrar no trabalho.

“O que deverá ocorrer é que serão selecionadas as operações a serem feitas em cada um dos métodos, de acordo com a necessidade e funcionalidade. Isso vamos ter que determinar”, disse.

 

Agência Brasil

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