"Alta programada"

 

30/05/2011 - 13h34

INSS pode ser impedido de suspender auxílio-doença antes de nova perícia médica 

 

O Instituto Nacional da Previdência Social (INSS) poderá ser obrigado a realizar perícia médica antes de suspender o pagamento de auxílio-doença concedido a segurado sob licença para tratamento de saúde. A medida é prevista em projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) incluído na pauta que a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) vai examinar na quarta-feira (1º).

A proposta (PLS 89/10) impede o INSS de continuar aplicando a chamada "alta programada", pela qual o próprio órgão fixa o prazo em que o segurado deve retornar ao trabalho. Para isso, leva em conta tempo que considera suficiente para a recuperação, a partir de prognóstico da perícia médica inicial. De acordo com Paim, essa conduta muitas vezes leva ao cancelamento do benefício quando o segurado ainda não se recuperou plenamente.

Ao se utilizar da chamada sistemática da 'alta programada', o órgão "tem cometido muitas injustiças", ressalta Paim na justificação do projeto. Ainda de acordo com o autor, os mais prejudicados são os segurados que se encontram em situação de maior risco social: os mais pobres e com nível de instrução menor.

O relator, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), recomenda a aprovação do projeto, que receberá decisão terminativa na CAS. Em sua avaliação, as normas referentes à licença e pagamento do auxílio-doença são excessivamente rígidas.

"O pressuposto é de que as perícias são infalíveis, capazes de fixar, com antecedência, qual o tempo que levará para o segurado estar completamente recuperado", critica na justificação do projeto.

Ainda pelas atuais regras, se o segurado considerar que precisa de mais tempo para se recuperar, cabe a ele a iniciativa de solicitar nova perícia médica para sustentar a prorrogação. A solicitação deve ser feita dentro do prazo de quinze dias que antecede ao fim da licença anteriormente aprovada, como esclarece Eduardo Amorim.

O rigor da legislação vem da necessidade do INSS em reduzir distorções na concessão do benefício, decorrentes da terceirização das perícias médicas, fraudes e aumento dos custos previdenciários, ainda de acordo com o relator. No entanto, como afirma, "nada disso é de responsabilidade dos trabalhadores". Como se vêem prejudicados, salientou Amorim, muitos estão recorrendo ao Poder Judiciário com o objetivo de reparar as falhas nos procedimentos e garantir a ampliação das licenças.

Agência Senado
 

Notícias

Advogado consegue mudar identificação racial em cadastro do governo

DE BRANCO PARA PARDO Advogado consegue mudar identificação racial em cadastro do governo 2 de janeiro de 2017, 11h31 Um advogado de Florianópolis obteve na Justiça o direito de ter o campo referente à sua cor corrigido nos cadastros do Ministério do Trabalho e Emprego. O homem é pardo, mas estava...

Lei garante vagas para pessoas com deficiência na educação técnica e superior

Lei garante vagas para pessoas com deficiência na educação técnica e superior 29/12/2016 13h45  Brasília Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil O presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.409, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários de reserva de vagas nas universidades...

Nova lei da Califórnia proíbe até mesmo segurar o celular ao dirigir

MULTAS PESADAS Nova lei da Califórnia proíbe até mesmo segurar o celular ao dirigir 29 de dezembro de 2016, 10h28 Por João Ozorio de Melo 123RF  Origem da Foto/Fonte: Consultor Jurídico Motoristas da Califórnia poderão ser multados em até US$ 180 se dirigirem com o celular na mão. A partir...

Dpvat 2017 - Valores

Dpvat 2017 - Valores Advogado Martins Fontes, Advogado  Publicado por Advogado Martins Fontes há 1 hora Veja a tabela do DPVAT 2017 (sem considerar taxa e imposto): - Automóveis: R$ 63,69 (era de R$ 101,10) - Motocicletas: R$ 180,65 (era de R$ 286,75) - Caminhões e caminhonetes: R$...