Cuidados com o pé diabético

Sociedade de angiologia alerta para cuidados com o pé diabético

10/07/2011 - 13h32
Nacional
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Brasilienses que aproveitaram o dia de hoje (10) para praticar exercícios físicos no Parque da Cidade puderam também saber como está a taxa de açúcar no sangue. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) reuniu profissionais de saúde para medir a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), aferir a pressão arterial e fazer exames do fundo de olho e dos pés de quem passou pelo parque.

A ideia é alertar a população para o risco de amputação de pernas, pés ou dedos por causa da falta de cuidados com o diabetes. Em 2009, foram feitas 40 mil cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, sendo que 90% delas em decorrência de complicações da doença, segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta.

Para Pitta, o alto número de cirurgias é resultado da falta de uma política nacional para cuidados do pé diabético. “Não tem programa de atenção ao pé diabético. O paciente não recebe o cuidado na atenção básica e acaba indo direto para a amputação”, disse o presidente, que pretende apresentar projetos sobre o tema ao Ministério da Saúde e aos governos estaduais.

Os principais sintomas do pé diabético são dores nas pernas, feridas que não cicatrizam, insensibilidade, dormência e os pés ficam inchados, ressecados e azulados.

O presidente da entidade no Distrito Federal, Samuel Mathias, lembra que grande parte das pessoas não sabe que tem diabetes e só descobre quando a doença já está avançada. Segundo ele, o diagnóstico precoce e o tratamento reduzem em até 35% as chances de o paciente ter de amputar o pé ou um dedo. “Quando chega ao hospital, a pessoa já tem tem um problema renal ou feridas nos pés”, explicou.

Pela primeira vez, a estudante Cleiamar Pereira fez o exame de glicemia. “Vou tentar fazer os outros exames oferecidos”, disse ao vistar uma das tendas montadas pelo mutirão. Já a aposentada Mere Castro, que tem diabetes há 15 anos, contou que não descuida do controle da doença. “Tomo todos os cuidados.”

Para quem tem pé diabético, os médicos recomendam evitar colocá-los de molho para não rachar ou ressecar, não andar descalço ou remover calos ou verrugas sem supervisão de um médico.

O mutirão Do Olho ao Pé, promovido pela sociedade médica, já passou por sete estados, entre eles, Rio de Janeiro, Amapá e Alagoas.

Edição: Talita Cavalcante
Agência Brasil

 

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