Escola Nacional da Conciliação capacitará mais profissionais

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Escola Nacional da Conciliação capacitará mais profissionais

23/10/2012 - 07h30

Está prevista para o próximo dia 8 de novembro a inauguração da Escola Nacional de Conciliação e Mediação – primeira do país destinada à capacitação de profissionais do Direito para atuar neste campo de soluções de litígios. A instituição será lançada pelo Ministério da Justiça (MJ), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), informou Eduardo Dias, coordenador-geral de Modernização da Administração da Justiça da Secretaria da Reforma do Judiciário, órgão do MJ, durante palestra no II Seminário sobre a Conciliação, realizado pelo CNJ nesta segunda-feira (22/10), no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG).

Dias informou que a meta da nova instituição é qualificar 21 mil magistrados, advogados, defensores, promotores e servidores, para atuar diretamente com os métodos consensuais. “Esse projeto nasce de uma parceria entre o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça. Os rumos da Escola Nacional de Conciliação e Mediação serão estabelecidos em conjunto por essas instituições”, explicou o representante do Ministério da Justiça.

Tal como o CNJ, a Secretaria da Reforma do Judiciário foi instituída pela Emenda Constitucional 45, de dezembro de 2004. Dias afirmou que a missão do órgão é garantir a democratização do acesso à Justiça, a razoável duração dos processos e a utilização de meios alternativos de solução de conflitos. A escola nacional vem atender a este último objetivo.

No entanto, segundo Dias, o Ministério da Justiça tem outras metas para estimular ainda mais a conciliação. Uma delas é capacitar os prepostos das empresas que mais detêm processos no Judiciário. “Queremos disseminar esse conhecimento por meio de cursos para os prepostos de empresas. Já fizemos isso no Distrito Federal e a prática se mostrou exitosa. Convidamos empresas de telefonia e bancos para seminários e verificamos que o número de conciliações envolvendo essas empresas subiu para mais de 60%”, afirmou.

De acordo com Dias, a capacitação dos prepostos visa a estimular o melhor diálogo dele com a parte. “Às vezes, a empresa tem uma boa proposta para manter a parte como cliente, mas o preposto não se comunica bem. Então, tornar a comunicação mais efetiva é um dos nossos objetivos”, afirmou.

Preparativos - O II Seminário sobre a Conciliação faz parte dos preparativos para a 7ª. Semana Nacional da Conciliação, que será promovida pelo Conselho Nacional de Justiça em todo o país, de 7 a 14 de novembro próximo. O evento reúne no TJMG magistrados, advogados, defensores, promotores e servidores, que discutem as melhores práticas de solução consensuais de litígios.

 

Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias
 

Notícias

Imóvel não pode ser alienado sem intimação pessoal do devedor

segunda-feira, 16 de março de 2026 Imóvel não pode ser alienado sem intimação pessoal do devedor Um imóvel não poder ser leiloado para penhorar uma dívida sem que haja a intimação pessoal do devedor. Com esse entendimento, a juíza Iolete Maria Fialho de Oliveira, da 22ª Vara Federal Cível da Seção...

STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito

Propriedade STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito Tema envolve interpretação do art. 1.242 do Código Civil e requisitos da usucapião ordinária. Da Redação terça-feira, 17 de março de 2026 Atualizado às 09:28 Na última semana, a 3ª turma do STJ reconheceu recibo de...

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...