Ferramenta estimula colaboração no Judiciário

Origem da Imagem/FOnte: CNJ
Git.jus formenta inovação colaborativa no Judiciário

Ferramenta estimula colaboração no Judiciário

12 de março de 2020CNJ / Notícias

O Poder Judiciário agora conta com uma plataforma para congregar a comunidade de desenvolvedores dos diversos tribunais em todo o país. É o Repositório Nacional de Projetos e Versionamento de Arquivos (Git.jus), instituído pela Portaria nº 7/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é viabilizar processos colaborativos de desenvolvimento de softwares e sistemas de interesse comum, estimular a conexão, o compartilhamento de informações e difusão de programas cuja eficiência possa ser replicada em outras unidades da justiça.

O Git.jus é um sistema de código aberto (open source) que permite, em ambiente digital centralizado, o acompanhamento de projetos e controle de versão de arquivos para inovação do Judiciário. Ele funciona como um ponto de interconexão para ampliar a rede de colaboração e garantir transparência e visibilidade aos projetos.

De acordo com o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Adriano da Silva Araújo, o Git.jus surgiu da necessidade de se garantir o controle da versão mais atual do programa que se encontra em desenvolvimento. “O conceito acabou se expandindo porque esse proposito existe em outras situações, até mesmo na redação de textos que exigem o controle das alterações que são feitas ao longo do tempo.”

O CNJ possui um Git instalado na sua estrutura que já é usado pelas áreas de tecnologia da informação (TI). E agora está sendo ampliado para todas as equipes de TI dos tribunais com a instituição do Git.jus. “Estamos disponibilizando o repositório nacional para que os tribunais do Brasil possam armazenar seus códigos fonte e documentos de seus sistemas. Atualmente, todos os tribunais do país têm acesso ao Git.jus. São algumas centenas de desenvolvedores cadastrados.”

O juiz auxiliar destaca que a implantação da plataforma elimina o retrabalho na criação de soluções. “Observamos que os diversos tribunais do Brasil começam a desenvolver suas próprias soluções sem ter noção do que está sendo feito nos outros tribunais.  Muitas vezes, a solução já desenvolvida por um atenderia as necessidades do outro”, afirma. “A ferramenta [Git.jus] permite que um tribunal possa aproveitar-se do que outro produziu e disponibilizou no repositório nacional.”

Araújo cita o Poti como exemplo de software já disponibilizado no Git.jus. Ferramenta desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), o Poti realiza automaticamente a busca e bloqueio de valores em contas bancárias em ações de execução fiscal e transfere a quantia bloqueada para as contas oficiais indicadas no processo. Segundo ele, o código fonte completo do Poti já está no Git.jus e pode ser acessado por outro tribunal interessado. “Além de promover a integração entre os órgãos do Poder judiciário, a iniciativa também aumenta a economicidade ao eliminar gastos desnecessários.”

Acesso

O acesso ao Git.jus é pelo endereço https://git.cnj.jus.br/git-jus. Para acessá-lo, a pessoa interessada precisa enviar um e-mail para  sistemanacionais@cnj.jus.br, com o assunto “Criação de usuário para o Git.jus”. Na mensagem, devem ser informados o nome completo, e-mail institucional, tribunal de origem e CPF do servidor.

Jeferson Melo
Agência CNJ de Notícias

Notícias

Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio

28/06/2011 - 10h05 DECISÃO Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a vendedora de uma sala comercial em um edifício não possui legitimidade para responder pelas despesas condominiais, uma vez que o...

Comportamento descortês

Atitude de presidente do CNJ sobre uso de terno irrita presidente da OAB-MS Campo Grande, 25/06/2011  A atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, causou revolta entre advogados de Mato Grosso do Sul. Motivo: na sessão...

Jurisprudência do STJ beneficia portadores de HIV

26/06/2011 - 10h00 ESPECIAL Jurisprudência do STJ beneficia portadores de HIV A Aids, doença infecciosa e ainda sem cura, foi descoberta há 30 anos. De lá para cá muita coisa mudou. Novos medicamentos foram desenvolvidos, o tempo de vida aumentou e a Aids passou a ser considerada doença crônica...

União homoafetiva: Informações importantes para lavratura da escritura

CNB-SP indica pontos que merecem mais atenção na união estável para casais do mesmo sexo 24/06/2011 | Fonte: Revista Fator Brasil Após a decisão do STF, o número de interessados em informações para lavrar o documento vem crescendo em todo o Estado. Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal...

Sublocação de imóvel representa risco para locador e locatário

Sublocação de imóvel representa risco para locador e locatário Imaginando a facilidade e a desburocratização, muitos inquilinos de comerciais optam por sublocar um espaço em vez de negociar diretamente com o dono do imóvel. A prática é comum no caso de franquias em shopping center. Já o inquilino...