João Costa defende controle de constitucionalidade para contratos de adesão

08/04/2013 - 20h25 Plenário - Pronunciamentos - Atualizado em 09/04/2013 - 09h27

João Costa defende controle de constitucionalidade para contratos de adesão

Da Redação 

O senador João Costa (PPL-TO) defendeu, no Plenário, o controle de constitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal (STF), dos contratos de caráter geral. Atualmente, uma Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI), ou uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) impetradas no STF só podem questionar leis de direito público, e não as contratuais – que envolvem as partes numa relação direta de direito privado.

Ele apresentou um projeto de lei (PLS) 114/2013 nesse sentido. A preocupação do senador é com os contratos de massa, por adesão, que envolvem milhões de brasileiros e que, por causa da sua natureza particular, estão fora das hipóteses de controle de constitucionalidade. Como exemplo, citou os contratos de seguros privados, bancários, consórcio, cartões de crédito, financiamento habitacional, empréstimo consignado, energia e telecomunicações.

– Essas cláusulas, quase sempre de adesão, atingem mais de cem milhões de brasileiros. Por outro lado, sabe-se que há leis, em sentido formal, que não atingem um milésimo por cento desse número, ou seja, mil pessoas – comparou.

Efeitos

A tese do senador, portanto, é que, embora sejam escritos para uma relação contratual privada, ou interpartes, tais contratos atinjam a magnitude semelhante ao efeito difuso esperado das leis de caráter estatal. Ao ler a justificativa do projeto em pronunciamento no Plenário na noite desta segunda-feira (8), João Costa lembrou que a relação de direito privado sempre representou uma relação entre sujeitos em posição de igualdade e que, por isso, dispensava o controle de constitucionalidade pelo Judiciário.

Contudo, segundo o parlamentar, a massificação dos contratos promoveram “um súbito rompimento dessa posição de igualdade que se transformou, a exemplo do que já ocorria no direito público, numa relação de poder ou de domínio”.

- Nessa relação, uma das partes contratantes, na condição de mais forte, age de forma desumana e com total desrespeito aos direitos constitucionais e, de forma especial, à dignidade da parte mais fraca – reclamou o senador.

O projeto de João Costa altera a Lei 9.868/1999, que regulamenta o processo e julgamento de ADIs e ADCs e, ainda, o Código de Processo Civil. Ele deverá ser analisado terminativamente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde, até o dia 12 de abril, tem prazo aberto para apresentação das emendas parlamentares.

Se aprovado sem requerimento para votação em Plenário, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

 

Agência Senado

 

Notícias

No futebol o STJ fica no banco

05/06/2011 - 10h00 ESPECIAL STJ coloca time de ministros em campo para decidir sobre o mundo do futebol Não é só entre as balizas que os juízes definem o resultado do jogo. Quando o meio de campo embola, outros juízes têm que entrar na partida com bem mais que um apito e 17 regras. No mundo do...

Brasil triplica agricultura sem desmatar mais

06/06/11 - 00:00 > AGRONEGÓCIOS Brasil triplica agricultura sem desmatar mais Daniel PopovBruno Cirillo São Paulo - O Brasil pode triplicar sua produção agrícola sem a derrubada de uma única árvore. Nos últimos 25 anos, a produtividade agrícola deu um salto enorme no País: a do feijão cresceu...

"Processo eletrônico exclui cidadão do Judiciário"

OAB denuncia: processo eletrônico caótico exclui cidadão do Judiciário Belo Horizonte (MG), 03/06/2011 - O Colégio de Presidentes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denunciou hoje (03) o fato de o processo eletrônico estar excluindo o cidadão da Justiça brasileira. Em...

Lei de Propriedade Industrial

03/06/2011 - 08h43 DECISÃO Fabricante do Sorine não consegue impedir concorrência de marca parecida A empresa Pharmascience Laboratórios Ltda. poderá continuar produzindo e vendendo o descongestionante nasal Sorinan. A marca vinha sendo contestada pela Aché Laboratórios Farmacêuticos S/A, que...

Avaliação insatisfatória

Fonte: MEC Cursos de direito com avaliação insatisfatória terão de reduzir vagas      Quinta-feira, 02 de junho de 2011 - 10:08  A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do Ministério da Educação determinou a 136 cursos de direito a redução de...