Nove entre dez magistrados estão felizes com opção profissional, indica Censo

Foto: Crédito - Divulgação/CNJ

Nove entre dez magistrados estão felizes com opção profissional, indica Censo

20/10/2014 - 10h19

Nove em cada dez magistrados estão satisfeitos com a carreira que abraçaram. Segundo o Censo do Judiciário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dos 10,7 mil magistrados que responderam ao Censo, 91,8% afirmaram estar satisfeitos com a opção profissional que fizeram (clique aqui para ver os dados). Para a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), Maria Madalena Telesca, magistrada há 24 anos, as dificuldades da carreira não modificaram sua convicção na vocação profissional. 


“Adoro ser magistrada. Nunca tive dúvidas a respeito da carreira, mesmo quando estava sobrecarregada de trabalho. Independentemente da remuneração, essa é a minha escolha de vida”, afirma a desembargadora, que atua em duas turmas e no núcleo de conciliação do TRT4, além de ocupar a vice-presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). 

“Não é fácil atender às demandas da família, da vida social e cultural com o trabalho, mas o nosso trabalho é muito importante para a sociedade. Em alguns momentos, o retorno da sociedade justifica o sacrifício”, diz a magistrada. Dos três principais ramos do Poder Judiciário, Justiça Estadual, Federal e do Trabalho, é na primeira que trabalha o maior número de magistrados que aprovam a opção profissional que fizeram. 

O juiz do Trabalho Ronaldo Antônio Messeder Filho diz ter feito “uma escolha livre e consciente” pela magistratura, mas vê as prerrogativas constitucionais do cargo (vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subisídio) sob ameaça. “Nossa Constituição foi muito sábia ao estabelecer prerrogativas aos ocupantes do cargo de juiz. As coisas que ali estão descritas não foram colocadas lá por acaso. Existe uma razão e um contexto histórico. É sempre importante lembrar que prerrogativas não são privilégios. A estrutura de um cargo é pensada e estruturada em razão do tipo de função e de atividade que irá ser desempenhada, não em razão de pessoas particulares”, afirma o juiz da Vara de Araçuaí, interior de Minas Gerais. 

Os resultados finais do levantamento por tribunal serão apresentados durante o VIII Encontro Nacional do Judiciário, que será realizado nos dias 10 e 11 de setembro, em Florianópolis/SC. O balanço vai contribuir para aprimorar a gestão das Cortes. 

Serviço à sociedade - Dos magistrados que responderam ao Censo, 70% disseram-se satisfeitos com o serviço prestado à sociedade. O índice de satisfação é maior na Justiça do Trabalho que nos outros dois ramos. “Uma sentença sempre vai agradar a um e desagradar a outro, mas é sempre muito bom quando percebemos que as pessoas reconhecem o trabalho que fazemos”, diz a desembargadora do TRT4.


Do total de 16,4 mil magistrados, 65% participaram do Censo do Judiciário do CNJ.

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias

REFORMATIO IN PEJUS

Notícias

Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal

27/04/2011 - 08h03 DECISÃO Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a competência para julgamento dos crimes de difamação contra menores por meio do site de relacionamento Orkut é da Justiça Federal. Os ministros da...

Registro de patente será mais ágil a partir de maio

Extraído de Notícias Jurídicas Processo de registro de patente será mais ágil a partir de maio SÃO PAULO – O registro de patentes no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) será mais ágil a partir de 3 de maio. O novo sistema possibilitará aos depositantes de patentes acompanhar, em...

Prática de falar mal do ex para filhos é crime

Extraído de IBDFAM Prática de falar mal do ex para filhos é crime 26/04/2011 | Fonte: Eshoje (Espírito Santo) Já ouviu falar de "alienação parental"? Esta é uma pratica que vem se tornando comum e que pode causar danos gravíssimos para crianças e adolescentes. A alienação acontece quando pais se...

Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas

Fonte: Jornal Estado de Minas Publicado em 25/04/2011   Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas   Mesmo provando não ser o pai biológico, depois de três exames de DNA, homem é obrigado a pagar pensão de R$ 9.810 sob a tese de laço afetivo. Ele se recusou e chegou a ser...

Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização

26/04/2011 - 08h02 DECISÃO Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização O Banco da Amazônia (Basa) terá que restituir a um cliente de Minas Gerais os valores que ele havia aplicado em fundo de investimento e que foram redirecionados sem sua autorização para outro fundo,...