Novo CPC: comissão pode votar relatório final em meados de março

28/02/2013 - 18h43

Novo CPC: comissão pode votar relatório final em meados de março

Arquivo/ Reinaldo Ferrigno
Fabio Trad
Trad reuniu-se nesta quinta com Michel Temer para pedir apoio para a votação do CPC.

O relatório final da Comissão Especial que analisa a reforma do Código de Processo Civil (CPC – PL 8046/10) na Câmara dos Deputados deve ser apresentado em meados de março.

Essa é a expectativa do presidente da comissão, deputado Fábio Trad (PMDB-MS), que participou nesta quinta-feira (28) de reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, para pedir apoio político para concluir a discussão e votar o CPC.

Fábio Trad destacou dois pontos que ainda geram polêmica no relatório: um é relacionado ao percentual dos honorários dos advogados nos processos contra a União. "A questão é que o governo, a Fazenda Pública, entende que isso poderia onerar sobremaneira os cofres públicos. Já os advogados, ao defenderem a legitimidade dos seus honorários, sustentam que cabe à União providenciar os recursos necessários para que essas despesas sejam custeadas."

Posse de terra
O outro ponto que ainda vai exigir mais discussões é a obrigatoriedade de audiência prévia de conciliação em casos de ações relacionadas à posse de terra que enfrenta muita resistência por parte da bancada ruralista.

O relatório do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) traz entre as mudanças em relação ao relatório anterior, do então deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), a supressão do artigo que permitia a penhora de salários acima de seis salários mínimos para saldar dívidas de ações civis.

A proposta de reforma do Código de Processo Civil recebeu 90 sugestões por e-mail e 282 por meio do portal e-democracia.

Logo após a votação na comissão especial, a proposta que altera o Código de Processo Civil deve ser votada pelo Plenário.

 

Reportagem - Karla Alessandra
Edição – Regina Céli Assumpção

Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...