Prevenção de doenças pode salvar 16 milhões de vidas por ano

Doenças  não  transmissíveis, como diabetes, causam 38 milhões de mortes por ano  Arquivo/Agência Brasil

Prevenção de doenças pode salvar 16 milhões de vidas por ano, mostra OMS

19/01/2015 11h57 Genebra
Da Agência Lusa  Edição: Graça Adjuto


As doenças não transmissíveis, como câncer e diabetes, causam 38 milhões de mortes por ano, das quais 16 milhões poderiam ser evitadas com medidas preventivas, diz relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A comunidade internacional tem a possibilidade de mudar o curso das doenças não transmissíveis", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na apresentação do relatório. Ao investir entre US$ 1 e US$ 3 por ano por pessoa, os países poderiam diminuir fortemente o número de doentes e de mortes causados por câncer, doenças cardíacas, pulmonares e respiratórias e diabetes, acrescentou.

De acordo com Margaret, no ano que vem, cada país deveria fixar objetivos para a introdução dessas medidas preventivas, uma vez que, sem elas, "milhões de vidas serão novamente perdidas muito cedo".

Em 2000, 14,6 milhões de pessoas morreram prematuramente na sequência de doenças não transmissíveis, por falta de prevenção. Segundo dados da OMS, esse número passou para 16 milhões em 2012. As mortes prematuras por causa de doenças não transmissíveis podem ser evitadas ainda por meio de políticas antitabagistas, contra o abuso do álcool e a promoção de atividades físicas e desportivas. Para a OMS, sobretudo países de renda média devem apostar nesse tipo de política, uma vez que as mortes devido a doenças não transmissíveis ocorrem em número superior às causadas por doenças infecciosas.

Seis países registram as taxas mais elevadas de mortes prematuras: Afeganistão, Fiji, Uzbequistão, Cazaquistão, Mongólia e Guiana. Cerca de 28 milhões de mortes causadas por doenças não transmissíveis ocorrem em países de renda média ou baixa.

Em 2013, a OMS lançou um plano de ação, com nove objetivos, para reduzir em 25%, até 2020, o número de mortes prematuras. O tabaco mata 6 milhões de pessoas por ano; o álcool, 3,3 milhões; a falta de exercício físico, 3,2 milhões e o excesso de sal na alimentação, 1,7 milhão.

A OMS está também preocupada com as consequências da obesidade infantil e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, ou doenças ligadas à artrose. Atualmente, 42 milhões de crianças, com menos de 5 anos, são obesas.

Agência Brasil

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