Projeto de reajuste para a Defensoria volta para CAE

Ana Volpe/Agência Senado

Projeto de reajuste para a Defensoria volta para CAE

  

Da Redação | 17/08/2016, 20h15 - ATUALIZADO EM 18/08/2016, 15h30

O Plenário do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (17), requerimento de inversão de pauta para antecipar a votação do PLC 32/2016, que concede reajuste à carreira de defensor público.  Devido a um acordo entre os senadores, a proposta será analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima terça-feira (23) e seguirá, em regime de urgência, para o Plenário.

Autor do requerimento, o senador Humberto Costa (PT-PE), destacou que seria perfeitamente possível que a votação da matéria fosse realizada, já que o projeto foi debatido exaustivamente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania foi objeto de entendimento no governo da presidente afastada, Dilma Roussef.

- Os recursos para o cumprimento dessa medida têm um impacto pequeno em relação ao que o Orçamento prevê. É perfeitamente possível fazer essa votação – acrescentou.

Impacto

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou que havia sido feito um acordo no mês de julho para que a matéria fosse debatida na CAE. Segundo ele, o assunto merece o exame daquela comissão para verificar o impacto do projeto e a comparação desse reajuste aos outros que já foram concedidos pelo Congresso em votações anteriores.

Aloysio explicou que a proposta de reajuste para a Defensoria Pública prevê um aumento de 159% para os seus membros entre os anos de 2012 e 2019. Segundo ele, o percentual é muito superior, por exemplo, ao da Advocacia Geral da União e ao percentual do reajuste dos funcionários do Judiciário, que ficaram entre 40% e 52%, respectivamente.

- Se a inflação acumulada no período é de 53%, o reajuste previsto seria acima de 100% real. Quero que esse assunto seja, pelo menos, escrutinado pela CAE para que, quando a gente for votar, nós saibamos exatamente do que se trata. Não seria pedir de mais ainda mais porque houve um acordo firmado no Plenário neste sentido – disse.

Os demais senadores presentes na sessão concordaram que a matéria retornasse à CAE, mas pediram que a proposta continue em regime de urgência para ser apreciada no Plenário ainda na terça-feira (23).

Reajuste

O PLC 32/2016 estabelece que o defensor público-geral federal, chefe do órgão, receberá um aumento de 8,6%, passando dos atuais R$ 31.090,85 para R$ 33.763,00.

Ainda de acordo com o projeto, esse valor será efetivo apenas em 2018 e atingido por meio de quatro reajustes escalonados. Os defensores públicos receberão aumentos igualmente escalonados. Conforme anexo ao projeto, os subsídios dos membros dessas carreiras oscilarão, em 1º de janeiro de 2018, entre R$ 28.947,55 e R$ 32.074,85.

 

Agência Senado

Notícias

Lei do Gás atrairá investidores

Extraído de Gás Brasil | 21/03/2011 | Regulamentação da Lei do Gás atrairá investidores Artigo de Márcio Monteiro Reis e Renato Otto Kloss. Após sucessivos adiamentos, foi editado no fim do ano, o Decreto federal 7.382/2010, que traz a regulamentação a Lei 11.909, mais conhecida como Lei do Gás,...

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...