Tribunais deverão informar detalhes sobre ações na área de saúde

Foto: Glaucio Dettmar/ Agência CNJ

Tribunais deverão informar detalhes sobre ações na área de saúde

02/08/2012 - 07h30

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer informações detalhadas sobre o número e o perfil dos processos movidos por cidadãos para ter acesso a remédios ou a tratamentos médicos. Para tanto, a Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ oficiará os tribunais de todo o País para que informem, ainda neste mês, as ações judiciais nessa área que estavam em tramitação até o fim do primeiro semestre de 2012.

A decisão de solicitar as informações foi tomada nesta quarta-feira (1/8) pelo Comitê Executivo do Fórum Nacional da Saúde. O órgão, que funciona sob a coordenação da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania, foi criado pelo Conselho em 2009 para estudar as melhores medidas a serem adotadas pelos tribunais para subsidiar os magistrados e demais operadores do Direito nas demandas que envolvem a assistência à saúde.

De acordo com Fernando Mattos, juiz auxiliar da presidência do CNJ e coordenador do Fórum, levantamentos preliminares apontavam a existência de até 200 mil ações ajuizadas em 2010 para requerer tratamentos ou procedimentos. Mas o número não é seguro.

No ofício, a Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania, que é presidida pelo conselheiro Ney Freitas, irá requerer aos tribunais que alimentem o sistema eletrônico do CNJ. A ferramenta foi instituída por meio da Resolução 107, de abril de 2010, justamente para acompanhar os processos que envolvem a assistência à saúde.

“Esse sistema é importante para conhecermos com mais precisão as decisões judiciais, e assim prevenir os litígios. Essas informações também são importantes para orientar o Conselho Nacional de Justiça como órgão de planejamento estratégico do Poder Judiciário”, explicou Fernando Mattos.

Jornada - Na reunião desta quarta-feira, o Comitê Executivo do Fórum Nacional da Saúde decidiu também realizar uma jornada, possivelmente em outubro, para colher, entre os operadores do Direito, postulados que ajudem a delimitar as questões jurídicas ligadas ao sistema de saúde. Fernando Mattos explicou que essas orientações se assemelham a súmulas e visam a orientar a atuação dos magistrados que atuam na área. A aplicação, entretanto, não é obrigatória.

A decisão sobre a realização da jornada será apresentada aos coordenadores dos comitês estaduais do Fórum Nacional da Saúde, que irá ocorrer no próximo dia 22 de agosto, em Brasília.


Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias
 

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