Tribunal investe em capacitação para uso do PJe

Crédito: Gil Ferreira/AgênciaCNJ

Tribunal investe em capacitação para uso do Processo Judicial Eletrônico

22/07/2015 - 12h43

Com a implantação do Processo Judicial eletrônico (PJe-CNJ 1ª Instância) nas comarcas de entrância especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a capacitação de magistrados, servidores, assessores, estagiários e público externo assume papel fundamental para o êxito dos objetivos traçados. Para capacitar todas as pessoas envolvidas no processo eletrônico, o TJMG conta com uma equipe coordenada pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) e da Corregedoria-Geral de Justiça, com suporte da Diretoria Executiva de Informática (Dirfor).

No primeiro semestre de 2015, foram capacitados 961 usuários do sistema, entre magistrados, servidores, assessores e estagiários. Esse número também inclui os advogados, procuradores e defensores públicos que participaram do treinamento.

A capacitação é importante para que os integrantes do TJMG compreendam as diversas funcionalidades do sistema do PJe e preparem-se para o atendimento nas varas onde ele será implantado. No curso são formados facilitadores (servidores indicados pelas varas e um administrador do fórum), que têm a função de auxiliar os colegas nas novas rotinas de trabalho incorporadas com o processo eletrônico. Há outros perfis de treinamento: magistrados, secretaria, serviços auxiliares – Distribuição, Contadoria, Perícias Médicas e Central de Conciliação.

O 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Kildare Carvalho, ressalta que a Escola Judicial tem procurado atender da melhor maneira possível os cursos de capacitação para utilização do processo eletrônico elaborado pelo Núcleo de Trabalho constituído pelo TJMG. “A procura tem sido alta, os cursos bem avaliados, com quase 90% de aprovação, demonstrando o interesse das pessoas na construção desta etapa de informatização dos processos judiciais. A contribuição, basicamente logística, tem habilitado a Ejef a sentir que a implantação do PJe pode de fato alterar positivamente os rumos do judiciário mineiro”, diz.

O corregedor-geral de justiça, desembargador Antônio Sérvulo dos Santos, considera que a capacitação dos magistrados e dos servidores do Tribunal tem papel fundamental no processo de mudança dos paradigmas processuais há tempos consolidados, garantindo o uso eficiente do sistema PJe e redefinindo a forma de trabalho desses profissionais de acordo com a nova realidade do Judiciário mineiro. Também é uma das ações realizadas pela instituição como forma de minimizar os impactos que resultam da implantação do sistema e de tornar a prestação jurisdicional mais célere e efetiva.

Domínio das ferramentas de trabalho
A facilitadora da 1ª Vara Cível da comarca de Santa Luzia, Mônica Beatriz Mendes, recebeu treinamento em março de 2015. Para ela, o conteúdo exposto foi suficiente para o domínio das ferramentas presentes no processo eletrônico. A servidora considera que novas padronizações no sistema deveriam ser incorporadas para torná-lo ainda mais eficaz, entre elas, definir melhor a expedição de cartas precatórias.

O servidor da 4ª Vara Cível de Juiz de Fora José Teotônio Pimentel Gouvea diz que sua expectativa em relação ao processo eletrônico é que ele vai modernizar o andamento processual e, ao mesmo tempo, aliviar a carga de trabalho, já que serão eliminados os papéis. Quanto ao curso, realizado na primeira quinzena de julho de 2015, ele avaliou que os materiais apresentados foram consistentes. O servidor se diz preparado para usar o PJe-CNJ 1ª Instância, porém faz uma ressalva: é no dia a dia que irá aprimorar seus conhecimentos. José Teotônio Pimentel irá atuar como facilitador.

O facilitador da 2ª Vara Cível de Manhuaçu, Alenewton de Paiva Salazar, que também realizou o curso na primeira quinzena de julho, considera que o PJe-CNJ 1ª Instância vai facilitar o trabalho com a eliminação de papel e a racionalização dos procedimentos internos. Ele disse que a capacitação foi bem aplicada e, somente com a implantação do processo eletrônico na comarca, poderá utilizar os conceitos que aprendeu.

O treinamento, composto dos módulos teórico e prático, é ministrado por instrutores especializados, supervisionados por servidores da Ejef, da Dirfor e da Corregedoria.

Fonte: TJMG
Extraído de CNJ

Notícias

Iinativos têm direito a receber percentual de gratificação

Segunda-feira, 18 de julho de 2011  Jurisprudência sobre pagamento de gratificação a inativos é reafirmada Ao analisar processo com status de Repercussão Geral, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou a jurisprudência da Corte no sentido de que servidores inativos têm direito a receber...

"Marketing do escritório e networking"

18 de Julho de 2011 "Advogados devem fazer marketing do escritório e networking" - Existem advogados que têm uma tremenda competência profissional, mas que prefeririam trabalhar até altas horas no escritório a ir a um coquetel formal. Afinal, o escritório pode esperar que aproveitem a oportunidade...

Decisão popular

  O Judiciário é o menos democrático dos três poderes Por Antonio Pessoa Cardoso   A Constituição Federal assegura que “todo o poder emana do povo”, exercido por seus representantes eleitos. Todavia, o Poder Judiciário não obedece a este preceito constitucional, porque os magistrados não...

Guia estratégico para a prova objetiva da OAB

  Guia estratégico para a prova objetiva da OAB Por Maurício Gieseler de Assis e Rogério Neiva   No dia 17 de julho, próximo domingo, será aplicada pela OAB, em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas, a prova objetiva do IV Exame de Ordem Unificado. Inscreveram-se nessa edição do Exame...

É lícito ao credor recusar substituição de bem penhorado

15/07/2011 - 09h04 DECISÃO É lícito ao credor recusar substituição de bem penhorado por outro de difícil alienação A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão do ministro Mauro Campbell Marques que não admitiu recurso especial de uma empresa do Paraná, que pretendia...

Novas medidas cautelares do CPP podem inspirar mudanças no ECA

Novas medidas cautelares do Código de Processo Penal podem inspirar mudanças no ECA 13/07/2011 - 6h24 CidadaniaNacional Gilberto Costa Repórter da Agência Brasil Brasília – As recentes alterações das medidas cautelares do Código de Processo Penal (com a Lei nº 12.403/2011) podem inspirar mudanças...