Abertura de casas de bingo e exploração de cassinos

15/02/2011 - 17h52

Permissão para casas de bingo e cassinos aguarda designação de relator

O senado analisará propostas que autorizam o funcionamento de casas de jogos. Uma delas permite a abertura de casas de bingo, a outra permite a exploração de cassinos em hotéis da Região Amazônica e do Pantanal.

Os dois projetos de lei, apresentados este ano, aguardam a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A comissão deverá se reunir nesta quarta-feira (16).

Ambas de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), as propostas vão passar por três comissões, mas têm decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O jogo de bingo foi proibido em todo o Brasil por força de medida provisória (MP 168/04). O projeto que autoriza o seu retorno (PLS 31/11) prevê que o controle, a sistematização, a arrecadação e o pagamento dos prêmios ficará sob a responsabilidade da Caixa Econômica Federal (CEF), que determinará ainda as regras de funcionamento dos estabelecimentos, bem como expedirá autorização às empresas interessadas em explorar esta modalidade de jogo.

Segundo o autor da proposta, a "abrupta proibição do jogo do bingo" acabou com uma série de ilegalidades, mas também prejudicou vários empresários sérios, " que geravam empregos, renda e impostos".

Mozarildo explica que o projeto pretende transferir, com maior abrangência e controle do que anteriormente, o gerenciamento do jogo do bingo, mas não prevê a liberação de máquinas caça-níqueis.

- A meu entender, são armadilhas para a população menos esclarecida ou para aqueles que sofrem de doenças psíquicas ligadas ao jogo - justificou o parlamentar.

Depois da CCJ, a proposta será ainda analisada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) antes de ser encaminhada à CAE.

Cassinos

A autorização para o funcionamento de cassinos em hotéis de selva e hotéis fazenda nas regiões do Pantanal e da Amazônia engloba os seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Visa, segundo Mozarildo, dotar essas regiões de mecanismos capazes de promover o desenvolvimento e minimizar as desigualdades sociais.

- O funcionamento dos cassinos é fator de desenvolvimento em qualquer parte do mundo e a autorização de funcionamento na região pretendida reveste-se de maior importância à medida que também é um mecanismo de estímulo ao grande potencial da região, que é o ecoturismo - assinalou o senador por Roraima.

Ele explica ainda que o fluxo de turistas terá como ênfase a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, promovendo, por outro lado, geração de empregos, " um dos grandes problemas da região e do país".

Após análise da CCJ, a proposta (PLS 30/11) será apreciada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e, em seguida, pela CAE.

Valéria Castanho / Agência Senado
 

Notícias

Regra do CNJ facilita venda de imóvel de herança para pagar inventário

Regra do CNJ facilita venda de imóvel de herança para pagar inventário Artigo da Resolução 35/2007 permite autorização por escritura pública, desde que o valor seja vinculado às despesas sucessórias Nathalia Costeira 03/07/2026 11:13  03/07/2026 11:14 Famílias que herdam imóveis muitas vezes...

Venda de imóvel em duplicidade obriga a indenizar pelo valor atual do bem

A conta chega Venda de imóvel em duplicidade obriga a indenizar pelo valor atual do bem 7 de julho de 2026, 13h50 Com relação aos danos morais, a juíza entendeu que situação vivenciada pelo trabalhador rural ultrapassa o mero aborrecimento contratual e fixou a indenização em R$ 15 mil. Prossiga em...

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária Periódico divulga teses firmadas pela Corte selecionadas pela novidade no âmbito do Tribunal e pela repercussão no meio jurídico. O Informativo de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça n. 894 (STJ) divulgou os...

Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva

Vínculos afetivos Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva Magistrada destacou que a filiação não se limita ao vínculo biológico, ao homologar acordo que reconheceu relação construída por afeto e convivência ao longo de 24 anos. Da Redação quarta-feira, 1 de julho de...