Artigo: Encurtando distâncias - Otávio Margarida

Artigo: Encurtando distâncias - Otávio Margarida

Segunda, 28 Novembro 2016 09:59

Os cartórios vêm apresentando uma mudança significativa na forma como se relacionam com a sociedade. Isso porque realizaram grandes investimentos em equipamentos de informática, tecnologia da informação, estrutura e capacitação de pessoal, o que os preparou e credenciou para absorver serviços que, antes, eram feitos por outros órgãos, encurtando distâncias e agilizando procedimentos que eram mais demorados.

Entre as mudanças mais recentes no contexto da transferência de serviços para os cartórios, menciono a que teve enorme repercussão junto à sociedade: a Convenção de Haia no Brasil. A validação dos documentos para uso internacional, que antes podia levar meses, foi facilitada pela atuação dos cartórios, agora aptos a validar documentos como certidões, diplomas, procurações e certificados públicos para utilização no Exterior. A novidade também facilita a atuação de empresas estrangeiras na validação de documentos para concorrências públicas, bem como a participação de empresas brasileiras no Exterior.

Outro ponto que melhorou foi a facilitação na obtenção de certidões de imóveis, com a criação, pelos cartórios, do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis. O cidadão não precisa mais ir até o cartório para ter acesso à documentação imobiliária. Com a mesma validade jurídica de um documento tradicional, a certidão digital pode ser utilizada em escrituras públicas e até em financiamentos imobiliários. Os cartórios, a partir de 2017, irão reunir, na matrícula do imóvel, todo o seu histórico, assim como eventuais ônus e ações que recaiam sobre o bem e seu proprietário.

Também o Registro Civil Nacional, do qual o Estado foi pioneiro, permitiu a solicitação, em qualquer cartório, de uma via de certidões de nascimento, casamento e óbito, ação importante quando se trata de um Estado com forte presença de pessoas de outras partes do país, como ocorre em Santa Catarina.

Esse movimento de encurtamento de distâncias facilita a obtenção de documentos e protagoniza o trabalho dos cartórios (que dão legitimidade e segurança) como aliado da sociedade, que é cada vez mais exigente e dinâmica
.

Otávio Margarida - Presidente da Anoreg/SC

Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense
Extraído de Anoreg/BR

APP

Notícias

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário Renato Martini e André Caricatti A relevância do e-Not Provas não está apenas na captura de uma tela, está na tentativa de resolver a volatilidade do conteúdo online e o risco de desaparecimento do vestígio. sexta-feira, 16 de janeiro de...

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...