Conselho Federal de Medicina vai recorrer à Justiça contra proibição de emagrecedores

04/10/2011 - 16h40

Saúde

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil 

Brasília –  O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai recorrer à Justiça contra decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de banir do mercado os remédios para emagrecer à base de anfetaminas e manter o uso dos derivados de sibutramina com restrições.

O conselho vai definir ainda esta semana quais serão as medidas judiciais que adotará contra a decisão da Anvisa. A entidade defende o uso dessas fórmulas como auxiliares no tratamento de pacientes com obesidade e pede o fortalecimento de mecanismos de controle do uso de medicamentos.

“Após avaliar a eficiência dessas substancias, inclusive considerando seus eventuais riscos, o CFM se mantém contrário a sua proibição, o que prejudica médicos e pacientes”, disse o conselho em nota.

A entidade é favorável ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e de ações educativas em larga escala para evitar uso indiscriminado de remédios emagrecedores.

De acordo com o CFM, o tema será levado a debate em sessão plenária da entidade, prevista para ocorrer de 5 a 7 de outubro. “É quando serão definidas as medidas judiciais cabíveis para proteger a saúde da população e garantir a autonomia dos médicos na escolha das opções terapêuticas reconhecidas cientificamente.”
 

Edição: Lílian Beraldo
Agência Brasil

Notícias

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário Renato Martini e André Caricatti A relevância do e-Not Provas não está apenas na captura de uma tela, está na tentativa de resolver a volatilidade do conteúdo online e o risco de desaparecimento do vestígio. sexta-feira, 16 de janeiro de...

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...