Nova fase do Programa Banda Larga para Todos deve ser lançada em breve

19/08/2015 - 14h00

Nova fase do Programa Banda Larga para Todos deve ser lançada em breve, diz ministro

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que o governo está finalizando a nova fase do Programa Banda Larga para Todos e que deve lançá-lo “em breve”. Berzoini não quis, porém, se comprometer com datas. A previsão era lançar o programa no primeiro semestre do ano.

Em audiência pública na Câmara dos Deputados que foi encerrada há pouco, ele reafirmou que a meta do programa é expandir a banda larga para 300 milhões de acessos e aumentar a velocidade média da banda larga para 25 Mb/s (Megabits por segundo) até 2019. Atualmente, a velocidade média de acesso à internet no Brasil é 6,8 Mb/s.

Berzoini voltou a defender um novo modelo de telecomunicações centrado na banda larga e a discussão de um marco regulatório para alguns dos serviços chamados “Over the Top” (como Skype, Netflix, You Tube, What’s Up). Segundo ele, essa discussão deve ocorrer em âmbito nacional e internacional, e a União Europeia, por exemplo, já debate o assunto. “É uma questão difícil, em que existem interesses conflitantes”, afirmou. Conforme o ministro, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, é um avanço, mas não é suficiente para regular os novos serviços.

Já o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou que hoje a agência não tem competência para regular aplicativos de internet.

Fundos setoriais
Berzoini também respondeu a questionamentos dos deputados sobre o não uso dos fundos setoriais para investimentos no setor de telecomunicações. Os recursos vêm sendo contingenciados pelo governo. Segundo o ministro, “é natural que os secretários do Tesouro queiram utilizar recursos para compor o superavit primário”.

No entanto, ele defende que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) seja transformado em fundo financeiro, em vez de ser fundo contábil, como hoje, e que seja estabelecido um conselho curador para estabelecer diretrizes de utilização dos recursos do Fust. Para ele, o fundo deve ser utilizado para acabar com a exclusão digital.

O deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), por sua vez, defendeu que parte do orçamento arrecadado com os fundos setoriais seja direcionada para a modernização da agência reguladora do setor, a Anatel. Ele disse que os serviços de telefonia fixa e celular estão caros e péssimos, e ressaltou que falta pessoal na Anatel para promover a fiscalização dos serviços. “Sem dinheiro, não tem fiscalização”, afirmou.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Marcos Rossi
Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...