Otimismo do consumidor aumenta após dois meses de estabilidade, afirma CNI

Otimismo do consumidor aumenta após dois meses de estabilidade, afirma CNI

| Da redação

Brasília – O otimismo do consumidor cresceu em julho na comparação com junho, após dois meses de estabilidade. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (28), aumentou 1,3% em relação ao mês anterior, movido sobretudo pela estabilidade na inflação.

“O crescimento do índice em julho foi causado principalmente pela redução da preocupação dos consumidores com o aumento da inflação”, explica o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Mesmo mais otimistas em relação à inflação, cujo indicador no INEC cresceu 8,2% em julho ante junho, os consumidores continuam preocupados com o aumento dos preços. Em julho, 61% dos entrevistados responderam acreditar que haverá aumento inflacionário, enquanto em junho esse percentual era de 69%.

No período, também houve aumento da preocupação dos consumidores com o desemprego e redução nas expectativas sobre compras de bens de maior valor. Já os indicadores de renda pessoal, de situação financeira e de endividamento no INEC registraram crescimento acima de 1%.

A preocupação ainda elevada dos brasileiros com a trajetória inflacionária fez com que o INEC em julho caísse 3% em comparação ao mesmo mês do ano passado, a maior queda no índice em 12 meses. O recuo frente a julho de 2010 ocorreu em todos os seis componentes do índice: expectativas sobre a trajetória da inflação, o desemprego, a renda pessoal, a situação financeira, o endividamento e as compras de bens de maior valor.

O pessimismo foi maior em relação à inflação, cujo indicador recuou 8,6% na comparação com julho de 2010, seguido da avaliação sobre o endividamento, que teve queda de 5,4% no período. De acordo com Azevedo, a queda nesses indicadores mostra que mais brasileiros acreditam que haverá continuidade no aumento da inflação e no encarecimento do crédito.

EMPREGO – O indicador de emprego também teve queda de 2,4% em relação a julho do ano passado. Segundo a pesquisa, o indicador de desemprego é o menor desde junho de 2010. Apesar da queda, o índice ainda está muito acima de sua média histórica, o que confirma manutenção do otimismo em relação à abertura de vagas no mercado de trabalho.

As expectativas sobre compras de bens de maior valor também tiveram queda de 0,3% na comparação com julho de 2010. Os indicadores de renda pessoal, de situação financeira e de endividamento decresceram, sinalizando maior pessimismo dos brasileiros em relação ao mesmo mês do ano passado.

O INEC foi realizado entre 14 e 18 de julho a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional feita pelo Ibope com 2.002 pessoas.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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