PEC exige concurso para procuradores e advogados de autarquias e fundações

23/05/2014 - 09h39

PEC exige concurso para procuradores e advogados de autarquias e fundações

Arquivo/Gustavo Lima
Márcio Marinho
Márcio Marinho: proposta vai evitar contratações precárias e aleatórias em estados e municípios.

Proposta de Emenda à Constituição (PEC 373/13) que tramita na Câmara dos Deputados exige que os procuradores e os advogados públicos estaduais, distritais e municipais das autarquias e fundações públicas façam concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em todas as suas fases, para exercer a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federativas.

A PEC inclui esses profissionais – além dos advogados públicos incumbidos do assessoramento jurídico da administração direta dos entes federados e distrital – na mesma carreira em que hoje estão procuradores dos estados e do Distrito Federal. Com a função de assistência e assessoramento jurídico, eles passariam a integrar a Advocacia Pública dos Entes Federados, sendo regidos pelas mesmas garantias, direitos e deveres prescritos às outras carreiras.

Pela proposta, os procuradores e advogados públicos passariam a ter estabilidade assegurada após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho.

Atualmente, a Constituição Federal exige concurso apenas para procuradores dos estados e do Distrito Federal.

Efeito moralizador
Para o autor da PEC, deputado Márcio Marinho (PRB-BA), além de garantir direitos, a proposta tem efeito moralizador, uma vez que evitará, nos estados e municípios, contratações precárias e aleatórias, já que os procuradores e advogados públicos deverão ser estáveis, efetivos e integrar carreiras.

Márcio Marinho argumenta ainda que os procuradores e advogados públicos, tanto da administração direta como da indireta, usufruirão de maior independência técnica se a Constituição reconhecer “a dignidade funcional que merecem, para bem exercerem suas missões”. “Nesse sentido, pensamos que a acolhida de nossa proposta beneficiará tanto o poder público quanto esses valorosos servidores, aos quais é confiada a nobre tarefa de zelar pelo bem público”, afirmou o deputado.

Tramitação
A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada, seguirá para uma comissão especial e, depois, para votação em dois turnos no Plenário
.

 

Íntegra da proposta:

Reportagem – Mariana Monteiro
Edição – Marcos Rossi
Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária

Informativo de Jurisprudência do STJ destaca usucapião e alienação fiduciária Periódico divulga teses firmadas pela Corte selecionadas pela novidade no âmbito do Tribunal e pela repercussão no meio jurídico. O Informativo de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça n. 894 (STJ) divulgou os...

Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva

Vínculos afetivos Após DNA negativo, juíza homologa acordo de paternidade socioafetiva Magistrada destacou que a filiação não se limita ao vínculo biológico, ao homologar acordo que reconheceu relação construída por afeto e convivência ao longo de 24 anos. Da Redação quarta-feira, 1 de julho de...