Projeto reforça princípio de que criança deve ficar com família original sempre que possível

Projeto reforça princípio de que criança deve ficar com família original sempre que possível

Processos de adoção de crianças e adolescentes só devem ser autorizados quando se esgotarem todas as chances de permanência ou retorno dos menores para junto de suas famílias originais. Convencido do acerto desse princípio, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) acaba de apresentar projeto de lei (PLS 379/2012) para tornar mais claro o dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente que se refere às adoções.

Como observa o senador, o estatuto define a adoção como medida “excepcional e irrevogável”, com a ressalva de que só deve se recorrer a ela quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, que inclui também parentes próximos com os quais o menor mantenha vínculos de afinidade e afetividade.

Para Valadares, ao mencionar apenas o termo “manutenção", o dispositivo que trata do assunto (artigo 39) deixa margem para tratamento diverso na hipótese de menores que estejam afastadas da família, seja por se encontrarem em lar substituto, sob guarda ou tutela ou ainda quando tiverem sido abandonados.

A rigor, conforme o autor, nesses casos o que se exige são esforços para que as crianças voltem a viver ao lado de suas famílias. Por isso, de acordo com seu projeto, o dispositivo deixará expresso que a adoção será admissível quando esgotados todos os recursos de “manutenção e as tentativas de reinserção” do menor na família natural ou extensa.

“Trata-se de alteração simples, porém substantiva, que não prejudica os potenciais adotandos, ao passo que oferece uma oportunidade de preservação dos laços familiares originais, cuja importância não pode ser subestimada”, argumenta Valadares na justificação do projeto.

O senador destaca ainda que, em consequência de uma adoção por nova família, ficam extintos os laços familiares antecedentes. A seu ver, esse é motivo mais do que suficiente para justificar o esgotamento das tentativas para que a criança ou o adolescente fique com sua família natural ou ampliada. Ele argumenta que seu projeto vem sanar a lacuna que poderia enfraquecer essa orientação.

Outro artigo do estatuto prevê ainda a necessidade de consentimento dos pais ou representantes legais do menor para que a adoção ocorra. Para o senador, essa regra também constitui barreira contra a quebra dos vínculos familiares.

O projeto foi despachado para exame na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde deve receber decisão terminativa. Dessa maneira, só deixará de seguir imediatamente para avaliação na Câmara dos Deputados se aprovado requerimento para votação em Plenário.

 

Fonte: Agência Senado

Publicado em 24/10/2012

Extraído de Recivil

Notícias

É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra

24/02/2011 - 10h16 DECISÃO É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra Interceptações telefônicas autorizadas em diferentes operações da Polícia Federal não podem ser consideradas ilegais. Essa foi a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao...

Estatuto da família

  Deveres do casamento são convertidos em recomendações Por Regina Beatriz Tavares da Silva   Foi aprovado em 15 de dezembro de 2010, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, um projeto de lei intitulado Estatuto das Famílias (PL 674/2007 e...

Casal gay ganha guarda provisória de criança

Extraído de JusBrasil Casal gay ganha guarda de menino no RGS Extraído de: Associação do Ministério Público de Minas Gerais - 1 hora atrás Uma ação do Ministério Público de Pelotas, que propõe a adoção de um menino de quatro anos por um casal gay, foi acolhida ontem pela juíza substituta da Vara...

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato A primeira atualização da Lei do Inquilinato (8.245/91) acabou de completar um ano com grande saldo positivo, evidenciado principalmente pela notável queda nas ações judiciais por falta de pagamento do aluguel. (Outro efeito esperado era a redução...

Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente

24/02/2011 - 08h08 DECISÃO Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente É indevida a indenização decorrente do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o DPVAT, se o acidente ocorreu sem o envolvimento direto do veículo. A decisão é da...

Função delegada

  Vistoria veicular por entidade privada não é ilegal Por Paulo Euclides Marques   A vistoria de veículos terrestres é atividade regulada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em atendimento ao disposto nos artigos 22, inciso III, e artigos 130 e 131 do Código de Trânsito...