Rolf Madaleno responde as 10 perguntas mais frequentes sobre o divórcio

Rolf Madaleno responde as 10 perguntas mais frequentes sobre o divórcio

O divórcio dissolve o casamento e permite que a pessoa divorciada se case de novo. Desde 2007, com a Lei 11.441/2007, os casais que desejam se divorciar de forma consensual e não têm filhos menores de 18 anos podem recorrer diretamente ao cartório. É o chamado divórcio extrajudicial, feito em tabelionato e por escritura pública, dispensando a intervenção judicial, mas quando há discussão sobre efeitos jurídicos do casamento, divergências sobre bens, alimentos, guarda e visitas aos filhos, nesses casos o divórcio é litigioso, segundo o advogado Rolf Madaleno, diretor nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). O Advogado respondeu dez perguntas frequentes sobre o tema, confira:

No divórcio litigioso é obrigatória a representação de um advogado? E se não tiver dinheiro para pagar os honorários do advogado como fazer?

É obrigatório. Se não tiver como pagar pelos honorários do profissional deve recorrer a advogado da assistência judiciária gratuita (Defensoria Pública).

Quanto tempo demora o processo de divórcio?

Varia de juiz para juiz e se amigável ou litigioso.

Se o cônjuge tiver dívidas, o outro poderá ser responsável por pagá-las depois do divórcio?

Só se as dividas foram feitas em beneficio da família e não foram ressalvadas no divórcio.

Quando ocorrem financiamentos pelo casal, como fica o cumprimento dessa obrigação nos casos de divórcio?

Se foram financiamentos para aquisições de bens comuns ou de dívidas da família serão débitos dos dois.

Se o cônjuge carregar o sobrenome do parceiro, após o divórcio, volta a ter o nome de solteiro automaticamente?

Não, é escolha exclusiva do ex-cônjuge que usa o sobrenome de tirar ou permanecer com o apelido de casado.

Nos casos de Divórcio, como ficam as demandas de guarda e convivência familiar?

Devem ser acordadas pelo casal ou decididas pelo juiz no caso de litígio.

No caso de litígio, como decidir com quem ficam os animais de estimação?

O juiz considera critérios de interesse na custodia do animal.

Como é feito o cálculo da pensão alimentícia para filhos? E para ex-cônjuge?

Geralmente é um percentual que varia de 10 ou 15% (dos rendimentos) para um dependente até 33% para mulher e filhos.

Quem renuncia a pensão nunca mais vai poder tê-la de novo? E no caso da renúncia quando envolver pensão por morte?

Se a renuncia é da mulher ou do marido nunca mais retoma a pensão alimentícia, mas recupera a pensão por morte.

A Lei 12.424/2011 prevê a modalidade de usucapião familiar, nos casos de abandono do lar conjugal. Como afastar essa incidência normativa?

Não deixando passarem dois anos sem regularizar o divorcio e não abandonando o lar conjugal por este mesmo tempo. O ideal é pelo menos requerer judicial separação de corpos para descaracterizar o abandono do lar.

 

Atualizada em 09/05/13

Extraído de Colégio Notarial do Brasil
 

Notícias

Alienação a non domino é imprescritível, decide TRF-1

Alienação a non domino é imprescritível, decide TRF-1 Publicado em: 25/05/2026 A alienação a non domino de bens públicos, ou seja, feita por quem não detém a propriedade do imóvel, caracteriza ato absolutamente nulo ou inexistente, sendo, portanto, imprescritível. Com esse entendimento, a 6ª Turma...

STJ muda jogo do Airbnb: locação por temporada agora passa pelo condomínio

STJ muda jogo do Airbnb: locação por temporada agora passa pelo condomínio Condomínios podem decidir sobre limitação dessa modalidade em suas convenções, mas precisará de quórum de dois terços para conseguir aprovar medida Anna França 15/05/2026 08h00 • Atualizado 6 dias atrás A decisão do Superior...

Justiça nega herança por falta de prova de paternidade afetiva

11/05/2026 17:26 Justiça nega herança por falta de prova de paternidade afetiva O Tribunal de Justiça de Rondônia negou o pedido de uma mulher que buscava ser aceita como filha de um homem que morreu. Com isso, ela teve negado o direito à herança. A decisão foi da 2ª Câmara Cível do TJRO. O...

Inventário. União estável. Direito sucessório – cláusula contratual – exclusão – companheiro sobrevivente. Herança – renúncia antecipada. Nulidade

Inventário. União estável. Direito sucessório – cláusula contratual – exclusão – companheiro sobrevivente. Herança – renúncia antecipada. Nulidade TJMS – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVENTÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. CLÁUSULA CONTRATUAL QUE EXCLUI...