CCJ aprova proposta da Lei da Ficha Limpa para Servidor Público

13/11/2013 - 11h45

CCJ aprova proposta da Lei da Ficha Limpa para Servidor Público

A proposta ainda precisa ser votada por uma comissão especial. Se for aprovada terá de ser analisada pelo Plenário da Câmara, em duas votações.

Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Beto Albuquerque (PSB-RS)
Beto Albuquerque recomendou a aprovação das propostas.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 284/13, do Senado Federal, proíbe a designação para função de confiança, a nomeação para emprego ou para cargo efetivo ou em comissão de pessoa considerada inelegível. A comissão também aprovou a PEC 180/12, de mesmo teor, que tramita apensada.

O objetivo das propostas é estender aos funcionários públicos os requisitos previstos na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) dos políticos. O relator das PECs, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), foi favorável aos dois textos.

De acordo com a Constituição e com a Lei da Inelegibilidade (Lei Complementar 64/90), são inelegíveis os analfabetos, os estrangeiros, os militares da ativa e os parentes de chefes do Executivo, por exemplo.

Também são inelegíveis os que forem condenados, em decisão transitada em julgado, pelos crimes:

  • contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;

  • contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;

  • contra o meio ambiente e a saúde pública;

  • eleitorais;

  • de abuso de autoridade, de poder econômico ou político;

  • de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;

  • de tráfico de drogas, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;

  • de escravidão;

  • contra a vida e a dignidade sexual;

  • de formação de quadrilha;

  • de improbidade administrativa;

  • de corrupção eleitoral,

  • de lesão ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito.

Ainda são inelegíveis as pessoas excluídas do exercício da profissão pelo órgão regulador; as que sofreram ou estiverem sofrendo liquidação judicial ou extra-judicial; e os demitidos do serviço público.

Tramitação
A Câmara vai instalar uma comissão especial para analisar o conteúdo dessas PECs. Se aprovadas, serão votadas pelo Plenário.

 

Íntegra da proposta:

Reportagem - Patricia Roedel
Edição - Natalia Doederlein - Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Agência Câmara Notícias

 

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