CCJ examina projeto que dá mais autonomia a delegados em investigação criminal

24/01/2013 - 15h40 Comissões - Constituição e Justiça - Atualizado em 24/01/2013 - 15h45

CCJ examina projeto que dá mais autonomia a delegados em investigação criminal

Iara Guimarães Altafin

Aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto de lei da Câmara que regulamenta as atribuições dos delegados de polícia em inquéritos criminais e dá maior autonomia a esses profissionais na apuração de crimes.

De acordo com a proposta (PLC 132/2012), do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), o afastamento de um delegado e a redistribuição de um inquérito policial só poderão ocorrer por despacho de superior hierárquico, “por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudiquem a eficácia da investigação”.

O texto explicita que o cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, fazendo jus ao mesmo tratamento dado a magistrados e a membros da Defensoria Pública e do Ministério Público. Estabelece como exclusivas de Estado as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia. Conforme o projeto, cabe a esse profissional a condução da investigação criminal por meio de inquérito ou outro procedimento previsto em lei, para a apuração de circunstâncias, materialidade e autoria das infrações penais.

A proposta também determina como funções do delegado de polícia “a requisição de perícia, informações, documentos e dados que interessam à apuração dos fatos”. Outra tarefa privativa do delegado de polícia é o indiciamento, devendo estar fundamentado em análise técnico-jurídica, com indicação de autoria, materialidade e circunstâncias.

Na justificação da matéria, o autor aponta a necessidade de fortalecimento da autonomia do delegado para assegurar a esse profissional a condução de inquéritos sem interferência de outros profissionais, aumentando a elucidação de crimes.

 

Agência Senado

 

Notícias

Mesmo com filho e noivado, STJ nega união estável e reconhece namoro qualificado

Família Mesmo com filho e noivado, STJ nega união estável e reconhece namoro qualificado Maioria entendeu que relação indicava intenção futura de constituir família, e não vida familiar já estabelecida. Da Redação terça-feira, 18 de agosto de 2026 Atualizado às 15:37 A 3ª turma do STJ decidiu, por...

STJ decide passar a limpo limites para retenção do vendedor em distrato

CDC contra o resto STJ decide passar a limpo limites para retenção do vendedor em distrato Danilo Vital 16 de agosto de 2026, 09h56 A principal delas é o Código de Defesa do Consumidor, que no artigo 53 diz que são nulas as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas, no momento da...

Autorização de curatela deve observar requisitos de proteção ao patrimônio

Autorização de curatela deve observar requisitos de proteção ao patrimônio Publicado em: 14/08/2026, 06:00 O Tribunal Pleno do TJRN manteve decisão da 20ª Vara Cível de Natal e afastou alegação de demora excessiva na tramitação de um processo que envolve a venda de um imóvel pertencente a uma...

Uso ostensivo de servidão garante proteção possessória sem título

Acesso liberado Uso prolongado e ostensivo de servidão garante proteção possessória sem registro 13 de agosto de 2026, 07h31 Ao avaliar os pedidos, o relator considerou demonstrados os requisitos para autorizar a concessão da liminar. Segundo o magistrado, o laudo pericial comprova, por meio de...

TJSP mantém pensão alimentícia para filha após ela completar 18 anos

TJSP mantém pensão alimentícia para filha após ela completar 18 anos 12/08/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do ConJur) A 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP manteve a obrigação de um pai de pagar alimentos à filha maior de idade. O...