CNJ instala em março Centro de Inteligência do Poder Judiciário

Origem da Imagem/Fonte: CNJ
Foto: G.Dettmar/CNJ

CNJ instala em março Centro de Inteligência do Poder Judiciário

1 de março de 2021Notícias CNJ / Agência CNJ de Notícias

A partir deste, tem início a instalação do Centro de Inteligência do Poder Judiciário (CIPJ) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estimulará os tribunais a também viabilizarem seus próprios Centros de inteligência. A ação foi anunciada pela juíza auxiliar da Presidência do CNJ Ana Aguiar, durante painel sobre o tema realizado na sexta-feira (26/2), no webinário Programa Justiça 4.0. “Também teremos novidades em relação ao Banco Nacional de Precedentes (BNPR), que ganhará novas telas, com melhorias nas ferramentas de pesquisa e a ampliação do banco de dados. Assim, teremos retornos mais qualificados das pesquisas, além da exibição do inteiro teor de decisões judiciais.”

O secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, Marcus Lívio Gomes, destacou que os Centros foram idealizados na lógica do regime de cooperação e colaboração horizontal entre os tribunais e Conselho, para enfrentar problemas que prejudicam avanços do Poder Judiciário. “Os CIPJ foram idealizados pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, como um dos eixos dessa gestão, que pretende dinamizar a prestação jurisdicional, aumentar o acesso à Justiça e cumprir o preceito constitucional da duração razoável do processo.”

Os CIPJ tem o objetivo de identificar demandas repetitivas na Justiça e propor a replicação de decisões. De acordo com Ana Aguiar, para execução dessa tarefa, eles contarão com o BNPR, que será fortalecido e atenderá a toda a rede. “Cada tribunal, com total autonomia, criará um Centro de Inteligência que estará interligado ao CNJ. Este, por sua vez, fará a conexão de toda estrutura em nível nacional com todos os segmentos da Justiça”, explica. Segundo ela, o CIPJ terá com dois grupos consultivos – o nacional e o decisório – que poderão atuar eventualmente, quando houver necessidade de ação do CNJ.

O painel contou também com a participação da juíza auxiliar da Presidência Lívia Peres. Ela enfatizou que a estrutura do CIPJ está totalmente alinhada com inovação e foi criada para pensar a gestão conflito e de processos. “É uma estrutura que vem agregar tudo que já existe e, nessa perspectiva de inovação e adoção de novas técnicas, estabelecer melhorias na prestação do serviço”. Ela destacou que a posição do CNJ na rede de Centros de Inteligência não é de supervisor, mas de participante. “O CNJ integra a rede, que tem, na horizontalidade, sua principal característica”.

Lívia Peres, que enfatizou que o CNJ está à disposição para colaborar com os tribunais na instalação dos respectivos centros, apontou como fundamental a interligação dos diversos CIPJ com as estruturas já existentes no Poder Judiciário, como os Laboratórios de Inovação (LIODS) e os Centros Judiciários de Solução de Conflitos (Cejusc). “Não se pode pensar uma atuação estanque do Centro de Inteligência. Ela deve ocorrer numa perspectiva de inovação, integração e diálogo de todas as novas estruturas para se alcançar uma solução eficaz dos conflitos, de maneira célere e efetiva.”

Jeferson Melo
Agência CNJ de Notícias

Notícias

Autorização de curatela deve observar requisitos de proteção ao patrimônio

Autorização de curatela deve observar requisitos de proteção ao patrimônio Publicado em: 14/08/2026, 06:00 O Tribunal Pleno do TJRN manteve decisão da 20ª Vara Cível de Natal e afastou alegação de demora excessiva na tramitação de um processo que envolve a venda de um imóvel pertencente a uma...

Uso ostensivo de servidão garante proteção possessória sem título

Acesso liberado Uso prolongado e ostensivo de servidão garante proteção possessória sem registro 13 de agosto de 2026, 07h31 Ao avaliar os pedidos, o relator considerou demonstrados os requisitos para autorizar a concessão da liminar. Segundo o magistrado, o laudo pericial comprova, por meio de...

TJSP mantém pensão alimentícia para filha após ela completar 18 anos

TJSP mantém pensão alimentícia para filha após ela completar 18 anos 12/08/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do ConJur) A 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP manteve a obrigação de um pai de pagar alimentos à filha maior de idade. O...

Condômino não pode usar vaga de garagem como extensão de seu apartamento

Vizinho espaçoso Condômino não pode usar vaga de garagem como extensão de seu apartamento 10 de agosto de 2026, 17h49 A sentença, porém, fez uma distinção entre o fechamento físico da vaga e a forma como ela passou a ser utilizada. Segundo o juiz, a autorização concedida pela assembleia permitiu...

Adeus registro de imóvel apenas em cartório: o novo sistema eletrônico nacional que permite consultar matrícula certidão e ônus de qualquer imóvel do Brasil sem sair de casa

segunda-feira, 10 de agosto de 2026 Adeus registro de imóvel apenas em cartório: o novo sistema eletrônico nacional que permite consultar matrícula certidão e ônus de qualquer imóvel do Brasil sem sair de casa Sistema eletrônico nacional permite consultar matrícula e ônus de qualquer imóvel...