Debate sobre situação da telefonia móvel pode ocorrer em audiência conjunta

31/07/2012 - 15h40 Comissões - Telefonia móvel - Atualizado em 31/07/2012 - 16h16

Debate sobre situação da telefonia móvel pode ocorrer em audiência conjunta

Gorette Brandão

Pode evoluir para uma audiência conjunta a articulação até agora autônoma de duas comissões do Senado para debater a situação da telefonia móvel no país. O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), informou que vai propor essa solução a Eduardo Braga (PMDB-AM), que comanda a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Rollemberg e Braga assinam os requerimentos de audiência já encaminhados às respectivas comissões. No caso da CCT, o pedido conta ainda com a assinatura do senador Walter Pinheiro (PT-BA). A comissão pode deliberar sobre a proposta já em reunião marcada para esta quarta-feira (1º).

– A unificação é o caminho natural, inclusive para favorecer a abordagem de aspectos como infraestrutura e tecnologia, que também influem para a qualidade dos serviços prestados aos consumidores – comentou Rollemberg.

As comissões querem avaliar com representantes das operadoras, do governo e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) problemas que estão afetando a qualidade dos serviços, motivo de forte crescimento da quantidade de queixas formuladas pelos usuários.

Em resposta, a Anatel decidiu suspender a venda de chips e modems de internet 3G pelas operadoras TIM, Oi e Claro em diversos estados. A medida foi divulgada há cerca de 15 dias e condiciona o retorno da comercialização à aprovação de planos de investimentos para a solução de falhas, como a frequente queda de sinal.

Explicações

O requerimento apresentado à CCT propõe que sejam convidados para o debate o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e os presidentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, e da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Antonio Carlos Valente da Silva (também presidente do Grupo Telefônica).

Os autores criticam as operadoras pela tentativa de atribuir as falhas nos serviços a embaraços causados por órgãos públicos, como supostas negativas de licença para a instalação de novas antenas. Eles afirmam ser função das concessionárias as providências para garantir “padrão razoável de serviço” aos usuários.

Rollemberg, na proposta à CMA, sugere a presença de representantes das três operadoras punidas e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, além de dirigente da Anatel.

Para Rollemberg, a Anatel acertou na decisão de suspender a venda de chips e modems. A seu ver, o ato revela a disposição da autoridade reguladora em fazer cumprir sua missão legal de fiscalizar e controlar a qualidade dos serviços de telefonia móvel.

 

Foto/Fonte: Agência Senado

 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...