Documento digitalizado poderá ter valor de prova para fins legais

06/06/2012 - 12h58 Comissões - Informática - Atualizado em 06/06/2012 - 12h58

Documento digitalizado poderá ter valor de prova para fins legais

Marcos Magalhães

O documento digital poderá vir a ter o mesmo valor probatório do documento original para todos os fins legais. Esse é o objetivo de Projeto de Lei da Câmara que obteve nesta quarta-feira (6) parecer favorável da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposição será enviada para a análise do Plenário.

O projeto (PLC 11/07) regulamenta a digitalização, o armazenamento em meio eletrônico e a reprodução de documentos públicos e privados. Segundo a proposta, o processo de digitalização, deverá “manter a integridade, a autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil)”.

As empresas privadas ou os órgãos da administração pública direta ou indireta que utilizarem procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, ótico ou equivalente deverão adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização.

O projeto já havia entrado em pauta no final de maio, com voto favorável do relator, Aloysio Nunes (PSDB-SP), mas foi retirado para análise dos senadores e voltou à pauta com proposta de emenda apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI). Aloysio apresentou parecer contrário à sugestão do parlamentar pelo Piauí de tornar obrigatória a autenticação do documento digital em cartório, por entender que a ideia feria o objetivo principal do projeto: o de “eliminar um pedágio”.

- Quem quiser recorrer a um detentor de fé pública pode fazê-lo, mas, para quem não o fizer, o Brasil já garante um sistema de confiabilidade a documentos eletrônicos – afirmou Aloysio.

Radiodifusão Comunitária

Durante a mesma reunião, presidida pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), foi aprovado em turno suplementar o projeto de lei do Senado (PLS 556/07), de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que está licenciado e ocupa o cargo de ministro da Pesca. O projeto estabelece que as entidades prestadoras de serviços de radiodifusão comunitária poderão obter financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para implantar projetos de capacitação técnica e operacional.

Audiências Públicas

Dois requerimentos de audiência pública também foram aprovados pela comissão. O primeiro, de autoria do senador Cícero Lucena (PSDB-PB), pede que sejam debatidas “as práticas, os preços e as condições na venda de softwares para a administração pública”. O segundo, apresentado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), propõe a discussão do PLS 440/11, que autoriza o Poder Executivo a criar empresa pública para gestão do licenciamento de pesquisa nos biomas brasileiros.

Foram ainda aprovados, em decisão terminativa, 44 projetos de decreto legislativo que autorizam o funcionamento de emissoras de rádio e de televisão em diversas partes do país.

 

Agência Senado

 

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