Empresas consideram que tecnologia 4G impulsiona universalização da banda larga

04/08/2015 - 19h17

Empresas consideram que tecnologia 4G impulsiona universalização da banda larga

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a qualidade dos serviços de internet banda larga no Brasil. Presidente da Associação Brasileira das Empresas e Profissionais das Telecomunicações e Infra Estrutura (ABERIMEST), Kleber Resende Castilho
Castilho: o 4G hoje seria a solução para o Brasil, na área de celular, para atingir mais rápido a população menos favorecida que não está recebendo o sinal.
 

Para empresas de telecomunicações, 4G vai universalizar acesso a Internet. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas e Profissionais das Telecomunicações e Infraestrutura (Aberimest), Kleber Resende Castilho, a nova tecnologia de transmissão de dados da telefonia móvel está impulsionando a universalização da internet em banda larga.

Durante audiência pública promovida nesta quarta-feira pela comissão especial da Câmara dos Deputados que discute alterações na legislação de telecomunicações, Castilho explicou que o 4G é a solução com custos mais efetivos de implantação. "Ele fica metade do preço do acesso ótico e com menores custos de operação. O ótico tem uma velocidade esplêndida, porém o preço é muito alto. O 4G hoje seria a solução para o Brasil, na área de celular, para atingir mais rápido a população menos favorecida que não está recebendo o sinal. Precisamos expandir o sinal."

Para expandir a banda larga móvel, o especialista considera necessárias mais antenas e novas radiofrequências, como a de 700 MHz. A Lei de Antenas, segundo ele, vai facilitar a negociação com os municípios e evitar a burocracia para instalação dos equipamentos.

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a qualidade dos serviços de internet banda larga no Brasil. Dep. Ronaldo Nogueira (PTB-RS)
Nogueira: o objetivo do colegiado é promover a separação entre a infraestrutura e a prestação do serviço de telefonia.

Prioridade para consumidor
O presidente da comissão especial, deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), afirmou que o objetivo do colegiado, que discutiu hoje a qualidade da banda larga no Brasil, é propor um novo modelo de telecomunicações que priorize o consumidor. "Que proporcione segurança jurídica e venha a estabelecer um ambiente para que o consumidor possa ser contemplado em suas expectativas. O próprio contrato (de prestação de serviço) hoje é contra o consumidor. O consumidor compra um montante de serviço, principalmente de internet, e a responsabilidade da empresa que oferece o serviço é de oferecer apenas 20% do serviço contratado."

Nogueira espera que depois de concluída a fase de audiências seja possível apresentar um relatório propondo a atualização da legislação de telecomunicações. "Nosso objetivo é atuar para promover a separação entre a infraestrutura e a prestação do serviço. A primeira seria explorada por concessão e a segunda por permissão", explicou o deputado.

A comissão promove nas próximas semanas outras duas audiências públicas: a primeira, no dia 11, para ouvir diretores de grandes empresas de telecomunicações que atuam no País; e a segunda, no dia 18, com o ministro das Telecomunicações, Ricardo Berzoini.


 

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Regina Céli Assumpção
Origem da Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...

Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação

Quinta-feira, 17 de março de 2011 Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação, decide Lewandowski O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu pedido de liminar apresentado por Wagner da Silva Guimarães, que pretendia assumir a cadeira do deputado federal Thiago...

Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC?

Fonte: www.espacovital.com.br Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC? (15.03.11)    Os leitores foram convidados a testar seus conhecimentos. Hoje, este saite repete, nesta páginas, quatro das mais complicadas (ou curiosas) perguntas, e já destaca em azul quais as...

Dano moral à doméstica deve ser analisado pela Justiça comum

15/03/2011 - 09h15 DECISÃO Dano moral à doméstica cometido por patroa médica deve ser analisado pela Justiça comum Cabe à justiça comum estadual processar e julgar ação de indenização por danos morais ajuizada por ex-empregada doméstica, por suposto erro médico praticado por sua ex-empregadora,...