Equipe do CNJ confere iniciativa bem-sucedida para jovens infratores em Minas Gerais

Foto: TJMG

Equipe do CNJ confere iniciativa bem-sucedida para jovens infratores em Minas Gerais

16/07/2013 - 10h35

Equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), formada pelo conselheiro Guilherme Calmon e pelos juízes auxiliares da Presidência do CNJ Douglas Martins e Marina Gurgel, esteve, nesta segunda-feira (15/7), em Belo Horizonte/MG para conhecer o Programa Portas Abertas, dirigido a adolescentes em conflitos com a lei. O programa, lançado pelo governo do estado em abril deste ano, busca incentivar a aplicação de medidas socioeducativas em meio aberto, a fim de desestimular a reincidência entre os jovens que cometem atos infracionais.

O programa foi apresentado ao grupo pela subsecretária de Atendimento das Medidas Socioeducativas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Camila Nicácia. Também participaram da reunião o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Ferraz, o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), Nicolau Lupianhes Neto, o desembargador Wagner Ferreira, coordenador da área de Infância do TJMG, e o membro auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público, Carlos Martheo.

"Verificamos em todo o País dificuldade na aplicação das medidas em meio aberto – muitas vezes não há efetivo acompanhamento ou fiscalização –, mas aqui a gente percebe que o programa está funcionando", afirmou o conselheiro Guilherme Calmon. "A forma como o programa está estruturado mostra à sociedade que o adolescente está, sim, respondendo a uma medida socioeducativa, mas ao mesmo tempo atende ao Estatuto da Criança e do Adolescente e à Lei do Sinase", complementou.

Reincidência – O programa desenvolvido em Minas Gerais, segundo o conselheiro, prevê que o adolescente participe de atividades voltadas para a educação, o ensino profissionalizante e até atividades culturais. O objetivo é estimular o jovem a voltar a viver em sociedade e a não cometer novos atos infracionais. De acordo com o conselheiro, o governo de Minas já percebe redução significativa na reincidência, embora ainda não haja levantamento que comprove essa percepção.

"Essa visita nos mostra que é preciso acabar com a ideia de que não há como efetivar o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei do Sinase", disse. "Esse é um projeto que está funcionando bem e que pode servir de exemplo para outros estados e para o Distrito Federal", reforçou.

Foram apresentadas à equipe do CNJ três experiências bem sucedidas do programa no estado mineiro, nos municípios de Pará de Minas e Belo Horizonte e na região de Lavras, onde um consórcio de municípios foi formado para a implementação do programa. Nesta terça-feira, a equipe do CNJ visitará a penitenciária Nelson Hungria, na região de Contagem.

 

Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias, com informações do TJMG

Extraído de CNJ

Notícias

Portal da Transparência

CNJ lança Portal da Transparência do Judiciário na internet Quinta, 20 de Janeiro de 2011     Informações sobre receitas e despesas do Poder Judiciário federal estão disponíveis no Portal da Transparência da Justiça (https://www.portaltransparencia.jus.br/despesas/), criado pelo Conselho...

Dentista reclama direito a aposentadoria especial

Quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Cirurgião dentista que atua no serviço público de MG reclama direito a aposentadoria especial Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Reclamação (Rcl 11156) proposta pelo cirurgião dentista Evandro Brasil que solicita o direito de obter sua aposentadoria...

OAB ingressará com Adins no STF contra ex-governadores

OAB irá ao Supremo propor cassação de pensões para os ex-governadores Brasília, 17/01/2011 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou hoje (17) que a OAB ingressará com ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) no Supremo Tribunal Federal contra todos...

Desmuniciamento de arma não conduz à atipicidade da conduta

Extraído de Direito Vivo Porte de arma de fogo é crime de perigo abstrato 14/1/2011 16:46   O desmuniciamento da arma não conduz à atipicidade da conduta, bastando, para a caracterização do delito, o porte de arma de fogo sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar....

Prática de racismo no ambiente de trabalho

Extraído de JusBrasil Apelidos racistas no ambiente de trabalho geram danos morais Extraído de: Direito Vivo - 38 minutos atrás   Na Justiça do Trabalho de Minas ainda é grande a incidência de processos que denunciam a prática de racismo no ambiente de trabalho. Mas a sociedade moderna e as...