Infraestrutura aprova incentivos para equipamentos de energia solar e eólica

Elmano Férrer (à direita) foi o relator do projeto na comissão  Pedro França/Agência Senado

Comissão de Infraestrutura aprova incentivos para equipamentos de energia solar e eólica

  

Iara Guimarães Altafin | 19/08/2015, 11h12 - ATUALIZADO EM 19/08/2015, 12h14

Redução de juros para financiamento de sistemas de geração de energia fotovoltaica e eólica de pequeno porte e queda no preço dos equipamentos utilizados nesses sistemas são os objetivos do Projeto de Lei do Senado (PLS) 475/2013, aprovado nesta quarta-feira (19), pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

O texto determina que fique isento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) o financiamento de equipamentos para geração de energia elétrica de capacidade reduzida que utilizem energia do sol e dos ventos. Também isenta esses equipamentos, suas peças e componentes do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação (II).

Apresentado pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), o projeto contou com voto favorável do relator, senador Elmano Férrer (PTB-PI). Para ser convertido em lei, o texto ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e também ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

Para estimular a expansão do uso da energia solar e eólica, Lídice sugere ainda que o governo estipule taxas de juros favorecidas e prevê que o Tesouro Nacional cobrirá a diferença quando a taxa cobrada pelo mercado financeiro for mais alta. Em situação inversa, quando os juros pagos forem acima dos praticados pelo mercado financeiro, os bancos recolherão a diferença aos cofres do governo.

De acordo com o projeto, os critérios, limites e normas para a subvenção deverão ser estabelecidos pelo Ministério da Fazenda.

Para Elmano Férrer, o Brasil deve ampliar a política de estímulos ao uso de fontes alternativas de energia, a exemplo de países como Alemanha e Espanha. Só com incentivos como os previstos no PLS 475/2013, disse, será possível a expansão do uso de sistemas de geração de energia solar e eólica em residências e pequenos comércios.

Para o relator, é urgente incentivar a geração de energia de capacidade reduzida, que foi preterida pela política de grandes projetos no setor elétrico.

— Quando nos voltamos para os grandes projetos de hidrelétricas neste país, muitas vezes nos esquecemos das pequenas propriedades, não só do que diz respeito à água, mas, sobretudo, à energia. O projeto repara erros do passado e estimula os pequenos negócios — opinou Ferrer.

Manifestando apoio à proposta, o senador Hélio José (PSD-DF) lembrou que foi criado na Comissão de Infraestrutura um grupo de trabalho para unificar projetos de lei que tratam de incentivos ao uso de energia solar e eólica.

Conforme informou o presidente da CI, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o PLS 475/2013 poderá ser considerado no âmbito desse grupo de trabalho, que se reunirá com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, visando à construção de um marco legal para todas as iniciativas de utilização de fontes alternativas de energia.

 

Agência Senado

 

Notícias

Regime escalonado de bens: valoração da autonomia da vontade

Regime escalonado de bens: valoração da autonomia da vontade Flavine Meghy Metne Mendes[1] Como se sabe, segue em discussão a todo vapor o Projeto de Lei nº 4/2025, que dispõe sobre a atualização da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e da legislação correlata. As mudanças...

Vínculo prolongado permite registrar padrasto como pai socioafetivo

O peso da criação Vínculo prolongado permite registrar padrasto como pai socioafetivo 28 de agosto de 2026, 12h20 Mesmo com a decisão, o vínculo com o pai biológico permanece. Depois do trânsito em julgado, será realizada a averbação das alterações no Cartório de Registro Civil. Leia em Consultor...