Isenção de taxa para quem mora perto de praças de pedágio passa pela CCJ

Plenário da CCJ na reunião desta quarta-feira (13)  Pedro França/Agência Senado

Isenção de taxa para quem mora perto de praças de pedágio passa pela CCJ

  

Da Redação | 13/04/2016, 13h43 - ATUALIZADO EM 13/04/2016, 14h30

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (13), parecer favorável ao PLC 8/2013, do deputado Esperidião Amin (PP-SC), que garante isenção de pedágio a veículo cujo proprietário more ou trabalhe em município onde esteja localizada praça da cobrança.Agora que passou pela CCJ, o projeto segue para exame das comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE).

O autor argumenta que a política de concessão de rodovias gerou uma espécie de punição à população do município onde é cobrado o pedágio. O argumento foi acatado pelo relator Benedito de Lira (PP-AL).

Para ter direito à isenção, os beneficiários devem ter seus veículos credenciados pelo poder concedente e pelo concessionário, devendo esse credenciamento ser renovado periodicamente e conforme normas a serem definidas em regulamento.

Nos casos de concessões já em vigor, o projeto permite ao concessionário pedir reajuste do valor da tarifa do pedágio, como forma de compensar a redução de arrecadação devido às isenções concedidas.

Para evitar o que o autor considera ser um “ônus desproporcional”, o texto prevê isenção de cobrança para veículos de moradores do município e daqueles que exerçam atividade profissional na localidade.

Voto contrário

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) apresentou voto em separado, defendendo a inconstitucionalidade do projeto. Ele trouxe o exemplo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a uma lei do estado do Espírito Santo, que excluía motocicletas da relação de veículos sujeitos ao pagamento de pedágio.

Na ocasião, o STF julgou que a lei afetava o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão de obra pública e que afrontava o princípio da harmonia entre os poderes, já que o Poder Legislativo pretendia substituir o Executivo na gestão dos contratos celebrados.

— A aprovação provocaria um grande aumento no preço da tarifa para o restante dos usuários, uma vez que os custos gerados pela isenção proposta serão suportados pelos condutores que não são abarcados pela medida — argumentou Raupp em seu relatório.

Também votaram contra a proposta os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Simone Tebet (PMDB-MS), Alvaro Dias (PV-PR) e Marta Suplicy (PT-SP).

 

Agência Senado

 

Notícias

Procuração sem identificação de quem a assina é considerada inválida

Extraído de DireitoNet Procuração sem identificação de quem a assina é considerada inválida 16/mai/2011 Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho  Não cabe ao magistrado examinar contrato social e ata de audiência para conferir se a assinatura da procuração é do sócio proprietário da empresa....

Condomínio não pode propor ação de reparação por danos morais a condôminos

16/05/2011 - 09h04 DECISÃO Condomínio não pode propor ação de reparação por danos morais a condôminos O condomínio não possui legitimidade para postular em juízo reparação por danos morais sofridos pelos condôminos. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proveu,...

Sem proteção

  Por que departamento jurídico deve ser inviolável Por Gabriela Rocha   O departamento jurídico das empresas tem a mesma inviolabilidade dos escritórios? Qual a definição de local de trabalho? Em que hipóteses a comunicação entre o advogado e seu cliente é protegida? Quais os limites e...

Teste da advocacia

  "Exame de Ordem destrói famílias" Por Rodrigo Haidar   Ildecler Ponce de Leão, presidente de um tal de Movimento Democrático Estudantil (MDE), se sentou à bancada de uma das salas da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (12/5), para discutir a obrigatoriedade do Exame de Ordem. Foi...

É impossível sequestro sobre bem de família

13/05/2011 - 09h19 DECISÃO É impossível sequestro sobre bem de família Não é possível o sequestro de bens que não podem ser, ao fim, expropriados. O entendimento, da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou a possibilidade de incidência de sequestro sobre bem de família. O...

Devolução de cheque ao devedor, e não ao credor, gera indenização

12/05/2011 - 09h09 DECISÃO Devolução de cheque ao devedor, e não ao credor, gera indenização A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do Banco do Brasil a indenizar por danos morais, no valor de R$ 10 mil, a Associação Comunitária de Laginha, no estado da Paraíba,...