Novo Código de Aeronáutica pode resultar em passagens mais baratas, avalia presidente

A Comissão de Reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica aprovou o texto-base da nova legislação  Pedro França/Agência Senado

Novo Código de Aeronáutica pode resultar em passagens mais baratas, avalia presidente

  

Sergio Vieira | 14/04/2016, 15h23 - ATUALIZADO EM 14/04/2016, 15h24

Em reunião realizada nesta quinta-feira  (14), a Comissão de Reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) aprovou por dez votos a seis o texto-base da relatora, Maria Helena Rolim. O colegiado formado por especialistas ainda precisa apreciar as 477 emendas apresentadas a esse texto, que então se transformará em anteprojeto a ser votado pelo Senado.

Em entrevista concedida ao final da reunião, o presidente da comissão, Georges Moura Ferreira, disse que o novo Código contém mecanismos que poderão resultar em preços mais baratos de passagens e serviços aos consumidores.

Ele destaca as desonerações em órgãos de fiscalização e regulação, uma série de isenções ao aerodesporto e a equiparação de benefícios aos serviços de táxi aéreo em relação aos que já são concedidos às linhas aéreas, como medidas que levam a uma ampliação das companhias e, consequentemente, a um aumento da concorrência com potencial de benefício aos consumidores.

Abertura para as estrangeiras

Também dentro desta diretriz, está a total liberalização para empresas estrangeiras operarem no mercado brasileiro. O texto-base de Rolim permite que qualquer companhia brasileira, com capital nacional ou estrangeiro, poderá abrir uma linha aérea.

— É como funciona a telefonia hoje no Brasil, todas as empresas são estrangeiras. Há questionamentos quanto à qualidade e às tarifas, mas hoje temos mais linhas telefônicas que habitantes em nosso território — ressalta Georges.

Mas o presidente da comissão lembra que este artigo ainda pode ser alterado por emendas nas discussões que virão.

Atrasos em vôos

Outro ponto polêmico destacado por Georges está na regulamentação dos atrasos em vôos por causa de ocorrências da natureza.

Isso porque hoje muitos clientes conseguem receber indenizações das empresas por meio de ações judiciais, em virtude de atrasos provocados por circunstâncias climáticas. O texto-base exclui essa possibilidade, o que Georges vê como algo positivo.

— Estaremos inclusive equiparando a legislação nacional com tratados internacionais que o Brasil assinou. Isso também pode beneficiar o consumidor, porque o passivo jurídico em nosso país é enorme — ressalta.

Georges ainda defende que o novo CBA como está não afronta nenhum artigo do Código de Defesa do Consumidor. Em relação a uma maior liberalização para a atuação das empresas estrangeiras, ele também reitera que todos os contratos de trabalho continuarão sendo regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e a Lei do Aeronauta.

 

Agência Senado

Notícias

Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização

26/04/2011 - 08h02 DECISÃO Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização O Banco da Amazônia (Basa) terá que restituir a um cliente de Minas Gerais os valores que ele havia aplicado em fundo de investimento e que foram redirecionados sem sua autorização para outro fundo,...

Médico credenciado pelo SUS equipara-se a servidor público

Extraído de Portal do Holanda 26 de Abril de 2011 Médico credenciado pelo SUS é equiparado a servidor público - Médico particular credenciado pelo Sistema Único de Saúde equipara-se a servidor público para efeitos penais, mesmo que a infração pela qual foi condenado tenha acontecido antes da...

Antigo proprietário de veículo pode ser responsabilizado por IPVA

  Antigo proprietário de veículo pode ser responsabilizado por IPVA A ausência de comunicação ao DETRAN de venda de veículo gera responsabilidade solidária do antigo proprietário. Com esse entendimento o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deu provimento a recurso de apelação nº...

Advogados resistem a enviar petições por meio eletrônico

Extraído de DNT 20.04.2011 Advogados resistem a enviar petições por meio eletrônico Seccional paulista da OAB vai realizar um mutirão para digitalizar milhares de processos em papel No fórum da pequena cidade de Dois Irmãos do Buriti, no Mato Grosso do Sul, não há mais processos em papel. Tudo foi...

Todos contra o novo Código de Processo Civil

Brasil Econômico - Todos contra o novo Código de Processo Civil (20.04.11)   Maeli Prado Desde outubro de 2009, quando o presidente do Senado, José Sarney, convocou uma comissão de juristas para redesenhar o Código de Processo Civil (CPC), o novo texto daquele que é classificado como a espinha...

Jurisprudência: Testamento. Cláusulas Vitalícias. Abrandamento

Extraído de Recivil Jurisprudência: Testamento. Cláusulas Vitalícias. Abrandamento. A Turma asseverou ser possível, em situações excepcionais de necessidade financeira, flexibilizar a vedação do art. 1.676 do CC/1916 e abrandar as cláusulas vitalícias de inalienabilidade, impenhorabilidade e...