Processo eletrônico é destaque da quarta sessão de debates do novo CPC

10/09/2013 - 23h39

Processo eletrônico é destaque da quarta sessão de debates do novo CPC

Justiça - Código de Processo Civil - selo
Plenário voltou a discutir o novo CPC nesta terça-feira. Proposta pode ser votada no próximo dia 24.

Na quarta sessão de discussão do projeto do novo Código de Processo Civil (PL 8046/10, apensado ao PL 6025/05), vários deputados destacaram que a proposta avança no processo eletrônico.

O projeto cria normas gerais para o processo eletrônico e permite, por exemplo, que empresas sejam notificadas por correio eletrônico; que alguns depoimentos sejam tomados com o uso de videoconferência; e que algumas ações passem por julgamento virtual.

O deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC) destacou que o código atual é de 1973 e precisa ser atualizado. "O Brasil mudou, o mundo mudou, e ainda estamos com um CPC dos tempos da ditadura, da máquina de escrever", disse.

Avanços
O deputado Colbert Martins (PMDB-BA) disse que o processo eletrônico vai trazer avanços na tramitação das ações. "Vai permitir procurações digitais, o uso da tecnologia", afirmou.

O sub-relator da parte geral do código, deputado Efraim Filho (DEM-PB), disse que a Câmara melhorou a proposta ao incluir normas gerais sobre processo eletrônico.

Para Efraim Filho, a principal mudança do projeto é ser "um código realizador e não idealizador". "A simplificação da linguagem, a eliminação da burocracia, e outros pontos fazem com que o novo CPC possa, sem dúvida alguma, atender aos anseios da sociedade, diminuindo a morosidade, para que o cidadão possa olhar com crença e esperança para a Justiça", declarou.

O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) também afirmou que o novo CPC estará em sintonia com a modernidade, ao legislar sobre o processo eletrônico. Ele destacou ainda o estímulo à arbitragem e a obrigatoriedade de julgamento das ações em ordem cronológica. “Queremos uma Justiça célere”, disse.

Equilíbrio
O sub-relator da parte de recursos do novo CPC, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse que o projeto chegou ao equilíbrio de garantir a rapidez na tramitação das ações e justiça às duas partes. “Não adianta dar celeridade às ações se isso não se traduz em justiça, ouvindo as partes, e esse temor foi superado”, afirmou.

Hugo Leal destacou, como a principal inovação do código, o instituto de resolução de demandas repetitivas, que vai permitir que uma mesma decisão seja aplicada a todas as ações que tenham o mesmo pedido. A ferramenta dará uma solução mais ágil para ações contra planos econômicos ou contratos de adesão, temas que geram milhares de ações iguais. “Não se trata de tirar do Judiciário o poder de julgar cada ação, mas de dar celeridade à prestação jurisdicional”, disse.

Leal ressaltou que a Câmara precisa, depois de aprovado o código em Plenário, negociar com os senadores para que os avanços feitos pelos deputados não sejam perdidos. Como foi iniciado no Senado, caberá aos senadores a palavra final sobre o novo CPC.

O Plenário ainda realizará uma quinta sessão de debates sobre o projeto. No dia 19, está prevista uma comissão geral sobre o tema. Já a votação do texto poderá ocorrer no dia 24 de setembro.

 

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Imagem/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo

Extraído de Veredictum Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo by Max De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, o pedido de concessão do benefício da justiça gratuita pode ser feito pela parte a qualquer momento ou grau de jurisdição. Quando for solicitado...

Trabalhador retirou-se da audiência porque calçava chinelos de dedos

  Indenização para trabalhador que, calçando chinelos, foi barrado em audiência (04.03.11) Um dia depois da matéria de ontem (3) do Espaço Vital sobre exigências formais (gravata, paletó e calçados) para participar de atos judiciais, surge a notícia de que a União foi condenada a reparar o...

Não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas

23/02/2011 - 14h21 STJ decide que é impossível reconhecer uniões estáveis paralelas A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça admitiu que não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas entre um funcionário público aposentado do Rio Grande do Sul e duas mulheres, com as quais manteve...

Imunidade profissional não é absoluta

03/03/2011 - 14h08 DECISÃO Advogado é condenado por calúnia e difamação contra colega Em mais um julgamento sobre excessos verbais cometidos por advogado no curso do processo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou seu entendimento de que a imunidade profissional prevista na Constituição...

Cirurgia essencial à sobrevida de segurado

03/03/2011 - 12h29 DECISÃO Unimed deve pagar despesas com cirurgia bariátrica de segurada com obesidade mórbida A gastroplastia (cirurgia bariátrica), indicada como tratamento para obesidade mórbida, longe de ser um procedimento estético ou mero tratamento emagrecedor, revela-se cirurgia...

Aparelho de TV e máquina de lavar são impenhoráveis

03/03/2011 - 08h09 DECISÃO Aparelho de TV e máquina de lavar são impenhoráveis Aparelho de televisão e máquina de lavar, bens usualmente encontrados em uma residência, não podem ser penhorados para saldar dívidas. A decisão é da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento...