Promulgada emenda que concede autonomia às defensorias públicas

 

06/08/2013 - 14h50 Congresso - Atualizado em 06/08/2013 - 15h15

Promulgada emenda que concede autonomia às defensorias públicas

Da Redação

O Congresso Nacional promulgou, nesta terça-feira (6), a Emenda Constitucional 74/2013, que concede às defensorias públicas da União em cada estado e no Distrito Federal autonomia funcional e administrativa, a exemplo do que já ocorre com as defensorias estaduais desde a reforma do Judiciário (EC 45/2004). A partir de agora, elas deixam de ser vinculadas ao Ministério da Justiça.

A sessão foi comandada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Para o senador, a promulgação representa mais um passo rumo ao acesso universal à Justiça, que requer uma Defensoria Pública forte e atuante para servir aos 130 milhões de potenciais usuários brasileiros.

- O Congresso Nacional tem se empenhado em atender com rapidez às demandas da sociedade. Nessa retomada dos trabalhos vamos seguir nesse rumo com a mesma intensidade – destacou.

Para Renan, este é um avanço merecido e urgente num momento em que a instituição completa 18 anos de existência.

A matéria, originária da PEC 82/2011, também garante a essas defensorias a iniciativa de realizar sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Tendo como primeira signatária a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a PEC 82/2011 (PEC 207/2012 na Câmara dos Deputados) foi aprovada no Senado em agosto de 2012 e, na Câmara dos Deputados, no dia 16 de julho de 2013.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, destacou que a vinculação ao Ministério de certa forma inibia a racionalização dos trabalhos da DPU. Ele elogiou o trabalho abnegado dos 480 defensores públicos da União que realizam mais de um milhão de atendimentos anuais.

- É uma instituição fundamental para a prática da cidadania, possibilitando o acesso à Justiça de grande parte da população brasileira carente – afirmou.

Ambos defenderam a ampliação das defensorias públicas, que hoje só estão presentes nas capitais.

Na cerimônia, estiveram presentes, além dos presidentes das duas Casas do Congresso, os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Cyro Miranda (PSDB-GO), os deputados Simão Sessim (PP-RJ), Mauricio Quintela Lessa (PR-AL) e André Vargas (PT-PR), além do Defensor Público Geral Federal Haman Tabosa Córdova e outros representantes da categoria.

 

Agência Senado

 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...