Reinserção social

Sistema Carcerário

Evitar que pessoas fiquem presas irregularmente, prestar atendimento a presos de baixa renda, criar meios de reinserção social para ex-detentos. Tudo isso faz parte das ações desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referentes ao sistema carcerário brasileiro.

A promoção dos mutirões carcerários nos Estados faz parte da política de acompanhamento do sistema carcerário desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com a publicação da Portaria n. 513, de 15.04.2009, o Conselho instituiu metas a serem cumpridas dentro de um ano. Entre elas está a realização dos mutirões carcerários em todos os Estados. Além disso, a portaria também prevê a criação de grupos de trabalhos formados por diversos representantes dos órgãos da justiça.

A elaboração da Portaria n. 513/2009 constitui o Grupo de Monitoramento Acompanhamento e Aperfeiçoamento do Sistema Carcerário. Tem como subsídio os dados revelados nos mutirões carcerários, em relação às prisões irregulares e às condições dos estabelecimentos penais e considera, em sua extensão, a necessidade de:


•acompanhamento das prisões provisórias e da execução penal e de maior rigor na fiscalização das condições dos Estabelecimentos Penais, inclusive Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico e Delegacias Públicas;
•abertura de novas vagas no sistema carcerário;
•implantação de sistema de gestão eletrônica da execução penal e mecanismo de acompanhamento eletrônico das prisões provisórias;
•integração das ações promovidas pelos órgãos públicos e entidades com atribuições relativas ao sistema carcerário;
•fortalecimento da assistência jurídica aos internos e egressos do sistema carcerário;
•aperfeiçoamento da legislação relativa ao sistema carcerário;
•prosseguimento dos seminários promovidos pelo Conselho em relação ao tema carcerário;
•implementação de projetos de capacitação profissional e de reinserção social do interno e do egresso do sistema carcerário.

A instalação de grupos de monitoramento do sistema carcerário em todos os Estados é apoiada pelo CNJ como forma de diagnosticar os problemas do sistema e propor soluções. Em seu art. 1.º, a Portaria estabelece que é da competência do Grupo de Monitoramento Acompanhamento e Aperfeiçoamento do Sistema Carcerário o planejamento e a coordenação dos mutirões carcerários para verificação das prisões provisórias e processos de execução penal.

Além de averiguar a situação dos processos, o mutirão carcerário também promove ações de capacitação e reinserção social dos egressos de sistema prisional. Durante a realização do mutirão, diversos órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Administração Penitenciária e Tribunal de Justiça congregam esforços para analisar os processos de todos os presos.

CNJ

 

Notícias

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...