Rio+20 destaca monitoramento da Floresta Amazônica

21/06/2012 - 20h38 Especial - Rio+20 - Atualizado em 21/06/2012 - 21h42

Reunião da CMMC na Rio+20 destaca monitoramento da Floresta Amazônica financiado pelo Brasil

José Paulo Tupynambá

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) realizou, nesta quinta-feira (21), audiência pública para discutir dois temas distintos: a Política Nacional de Mudanças Climáticas; e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). A reunião foi feita no Rio de Janeiro, no Parque dos Atletas, próximo ao Riocentro, onde acontece a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A vice-presidente da CMMC, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) conduziu o painel sobre a OTCA. O secretário-geral da entidade, embaixador Alejandro Gordillo, destacou o projeto de monitoramento do desmatamento da Floresta Amazônica, assinado entre a OTCA e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O projeto, que irá monitorar os oito países membros da OTCA (além do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), é financiado pelo Fundo Amazônia, alimentado por recursos públicos e privados e gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O diretor de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Narciso de Lacerda - outro convidado da audiência pública - salientou que o projeto foi apresentado ao Banco em abril e já foi aprovado. O diretor disse que a América do Sul dá para o mundo um exemplo de articulação, cooperação, afinidade, paz e diálogo para a condução de projetos internacionais objetivos.

O vice-ministro de Relações Exteriores do Suriname, Robby Ramlakhan, disse na audiência que seu país é o menor da América do Sul, tem 90% de seu território coberto pela floresta e depende de financiamentos externos para fazer frente aos projetos capitaneados pela OTCA. O diplomata Clemente Baena Soares, do Ministério das Relações Exteriores, elogiou a administração de Alejandro Gordillo à frente da OTCA, por ter recolocado a entidade "no mapa da agenda internacional".

Política Nacional

O painel sobre a Política Nacional de Mudanças Climáticas foi coordenado pelo presidente da CMMC, deputado federal Márcio Macedo (PT-SE). O primeiro a falar foi o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que ressaltou a importância de o Congresso ter inserido na política por ele aprovada as metas voluntárias de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa. De acordo com a legislação aprovada, a redução deve ficar entre 36% e 39%.

Marcos Vasconcelos, representante do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, elogiou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva no incentivo à utilização dos biocombustíveis, mas criticou o governo da presidente Dilma Rousseff na questão. Para ele, o interesse na utilização desses combustíveis "caiu consideravelmente no governo federal". Disse ainda que o futuro da política de utilização de biocombustíveis "não está sendo bem conduzido".

Para o relator da comissão, a realização da reunião no Rio de Janeiro, no momento em que ocorre a Rio+20, mostra que os parlamentares estão empenhados em "tentar entender a importância da Rio+20 para o planeta".

 

Agência Senado

 

Notícias

Direito aplicável

  Indenização pode ser alternativa a herança Quando a Justiça decide uma questão que é mero reflexo do pedido inicial, não há julgamento extra petita. A tese levou a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça a confirmar entendimento de segunda instância, que decidiu que a indenização por...

Juiz converte união homoafetiva em casamento

Extraído de: Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do E... - 13 horas atrás Juiz de Pernambuco converte união homoafetiva em casamento Nesta terça-feira (2/8), a Justiça de Pernambuco fez o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo no Estado. O juiz de Direito da 1ª Vara de Família...

Compra e venda

  Lei proíbe compensação de precatórios de terceiros Por Marília Scriboni Uma nova lei promulgada no último 27 de junho pode dificultar ainda mais o caminho daqueles que pretendem compensar precatórios. A partir de agora, está vedada a compensação entre débito e crédito de pessoas jurídicas...

Penhora integral de bem indivisível não caracteriza excesso de penhora

Penhora integral de bem indivisível não caracteriza excesso de penhora Ter, 02 de Agosto de 2011 08:06 Quando não é possível a venda de apenas parte do bem, a penhora de fração ideal acaba por inviabilizar a alienação judicial. Nessas circunstâncias, não caracteriza excesso de penhora o fato de o...