Seguridade aprova liberação de remédios para emagrecer

18/09/2013 - 14h51 Atualizado em 18/09/2013 - 17h55

Seguridade aprova liberação de remédios para emagrecer

Projeto aprovado nesta quarta libera a produção e a venda de remédios para emagrecer proibidos pela Anvisa.

Luiz Alves
Dr. Paulo César
Para o deputado Dr. Paulo César, os médicos são favoráveis à venda dos remédios.

 

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira Projeto de Lei 2431/11, do deputado Felipe Bornier (PHS-RJ), que libera a produção e a venda de remédios para emagrecer derivados de anfetamina (femproporex, anfepramona e mazindol). Esses medicamentos foram retirados do mercado em outubro de 2011 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Bornier justifica seu projeto citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde, segundo os quais, em 2011, os brasileiros obesos somavam cerca de 30 milhões, número que representa 15% da população. As estatísticas apontam um crescimento de 3,6% em cinco anos.

Debates
O relator, deputado Dr. Paulo César (PSD-RJ), foi favorável à proposta. Ele explica seu parecer. "Nestes dois anos em que estamos elaborando o relatório, fizemos audiências públicas em diversos estados brasileiros, fizemos diversas audiências públicas aqui na Câmara dos Deputados, e chegamos à conclusão de que todas as sociedades médicas são favoráveis à utilização dos inibidores de apetite”, afirmou. O tema também foi debatido pelo relator com internautas.

O relator disse que levou em conta o número crescente de doenças causadas ou agravadas pela obesidade. “Nós sabemos que a obesidade leva ao diabetes, leva à hipertensão arterial, são inúmeros casos de infarto, de derrame, câncer de mama, câncer de útero, câncer de próstata, então a obesidade causa diversos males ao organismo humano”.

Ao proibir os medicamentos, a Anvisa argumentou que eles causam riscos à saúde e que não há comprovação científica de sua eficácia. O deputado Dr. Paulo César afirma que a Anvisa não indicou nenhum problema específico relacionado ao consumo desses remédios.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pela Comissão Constituição e Justiça e de Cidadania
.

 

Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Janary Júnior

Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Manutenção da penhora em residência de família

Supremo Tribunal Federal (STF) Segunda-feira, 30 de maio de 2011   Ministro mantém penhora de imóvel residencial dado como garantia hipotecária   O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou pedido do empresário O.S. para que fosse suspensa decisão do Tribunal de...

Saúde do consumidor

  Plano de saúde não pode escolher tratamento Não se justifica a negativa de cobertura contratual para a realização de cirurgia bariátrica para redução dos sintomas de diabetes tipo II, uma vez que a operadora do plano de saúde não está autorizada a fazer a escolha do método mais adequado...

Reparação de danos por demora na transferência de propriedade

Extraído de Boletim Jurídico Compradora de veículo terá de reparar danos por demora na transferência de propriedade Inserido em 19/5/2011 Fonte: TJRS A 19ª Câmara Cível do TJRS reformou sentença proferida em 1ª Instância no Juízo de Santo Cristo e condenou ao pagamento de R$ 5 mil, por danos...

Incidente de inconstitucionalidade

30/05/2011 - 13h32 EM ANDAMENTO Norma do Código Civil sobre regime sucessório em união estável é alvo de incidente de inconstitucionalidade A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suscitou incidente de inconstitucionalidade dos incisos III e IV do artigo 1.790 do Código Civil,...

Consagrado o princípio da autonomia partidária

Extraído de Click Sergipe Diretório nacional responde por dívidas locais 30/5/2011 Para regulamentar os artigos 14, parágrafo 3º, inciso V, e 17, ambos da Constituição Federal, entrou em vigor, em 1995, a Lei 9.096, que revogou expressamente a antiga Lei Orgânica dos Partidos Políticos e suas...

REFORMA TRIBUTÁRIA

  Criar tributo aumenta insegurança jurídica Por Raul Haidar   Com uma carga tributária próxima de 40% do PIB o Brasil não tem a mínima chance de competir com os demais emergentes, além de correr sérios riscos de perder muitas industrias e até mesmo ver a inflação retornar a níveis...