Senadores defendem ampliação do acesso dos mais pobres à Justiça

21/05/2012 - 14h25 Plenário - Homenagem - Atualizado em 21/05/2012 - 14h27

Senadores defendem ampliação do acesso dos mais pobres à Justiça

Da Redação

A necessidade de ampliar o acesso da população mais pobre à Justiça foi defendida pelos participantes da sessão especial do Senado que comemorou nesta segunda-feira (21) o Dia do Defensor Público, transcorrido em 19 de maio. A senadora Ana Amélia (PP-RS) citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrando que 73% da população brasileira não têm condições de pagar um advogado para a defesa de seus direitos na Justiça.

A parlamentar condenou a “defasagem inaceitável” entre as necessidades da população pobre e a pequena estrutura da Defensoria Pública da União (DPU) e apelou à ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para que autorize a contratação dos aprovados em concurso público para a DPU.

Autor do requerimento que resultou na sessão especial, o senador Gim Argello (PTB-DF) também reforçou os apelos por melhoria das condições de trabalho dos defensores públicos e pela contratação dos aprovados em concurso.

– Onde tem defensor público tem um advogado de pobre – acrescentou o parlamentar pelo DF.

Gim Argello (PTB-DF) informou que o maior volume de causas na Defensoria Pública visa reconhecimento de paternidade e correção de benefícios previdenciários.

O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que a Emenda Constitucional 45/2004 assegura a autonomia administrativa, financeira e orçamentária das defensorias públicas estaduais, mas, segundo ele, há outro desafio: alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal para fazer valer o que a Constituição determina.

O defensor público-geral federal (em exercício), Afonso Roberto Carlos do Prado, defendeu a aprovação de proposta de emenda à Constituição (PEC 82/2011) que estende à DPU o mesmo tratamento legal dado a suas congêneres estaduais, que têm autonomia administrativa e funcional desde 2004.

 

Agência Senado

 

Notícias

A prova da morte e a certidão de óbito

A PROVA DA MORTE E A CERTIDÃO DE ÓBITO José Hildor Leal Categoria: Notarial Postado em 18/02/2011 10:42:17 Lendo a crônica "Um mundo de papel", do inigualável Rubem Braga, na qual o autor critica com singular sarcasmo a burocracia nas repartições públicas, relatando acerca de um suplente de...

Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança

Extraído de AnoregBR Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança Seg, 28 de Fevereiro de 2011 08:54 O objetivo era extinguir uma reclamação trabalhista com o mandado de segurança, mas, depois dos resultados negativos nas instâncias anteriores, as empregadoras também tiveram seu...

O mercado ilegal de produtos

27/02/2011 - 10h00 ESPECIAL Decisões judiciais imprimem mais rigor contra a pirataria “Receita continua a fiscalizar comércio irregular em São Paulo.” “Polícia estoura estúdio de pirataria e apreende 40 mil CDs e DVDS.” “Quadrilha tenta pagar propina de R$ 30 mil e é desarticulada.” Todas essas...

A idade mínima para ser juiz

  Juízes, idade mínima e reflexos nas decisões Por Vladimir Passos de Freitas A idade mínima para ser juiz e os reflexos no comportamento e nas decisões é tema tratado sem maior profundidade. As Constituições de 1824 e de 1891 não fixaram idade mínima para ser juiz. Todavia, o Decreto 848,...

Quando o anticoncepcional falha

Quando o anticoncepcional falha (25.02.11) O TJ de Santa Catarina decidiu que uma indústria Germed Farmacêutica Ltda. deve continuar pagando pensão de um salário mínimo mensal - mesmo enquanto apelação não é julgada - a uma mulher da cidade de Navegantes que teria engravidado apesar de utilizar...

Credores não habilitados

Extraído de AnoregBR Concordatária tem direito ao levantamento de valores que estão depositados à disposição de credores não habilitados Sex, 25 de Fevereiro de 2011 13:53 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a empresa Ferragens Amadeo Scalabrin Ltda. tem direito ao...